Publicado 06 de Dezembro de 2019 - 12h56

Por AFP

Os membros da Opep e outros dez países petroleiros - entre eles a Rússia - concordaram nesta sexta-feira (6) em reduzir sua produção em mais meio milhão de barris diários, na tentativa de sustentar os preços da commodity frente à debilidade da demanda mundial.

O corte total deste grupo de 24 países, que representam cerca de metade da produção mundial, será agora de 1,2 milhão de barris diários em relação aos níveis de outubro de 2018.

Os ajustes começarão a ser aplicados em janeiro de 2020, indicou o cartel em um comunicado após dois dias de negociações em Viena.

Em uma mensagem aos mercados sobre seu compromisso, a Arábia Saudita - primeiro exportador mundial de cru - prometeu fazer reduções "voluntárias", o que elevaria este total para 2,1 milhões de barris diários.

A finalidade da chamada OPEP+ é, por meio da cotas, influenciar os preços para que sejam "justos e estáveis para os produtores", em um contexto global de demanda frágil provocada pela guerra comercial e pela desaceleração do crescimento.

Após o anúncio, os preços do barril de WTI, referência nos Estados Unidos, e do Brent, seu equivalente na Europa, subiram 2%.

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