Publicado 05 de Dezembro de 2019 - 18h12

Por AFP

A presidente da Câmara de Representantes dos EUA, Nancy Pelosi, pediu formalmente, nesta quinta-feira (5), a redação das acusações paras submeter o presidente Donald Trump a um processo de impeachment, alegando que seu abuso de poder para benefício político "não nos deixa outra opção a não ser agir".

"Infelizmente, mas com confiança e humildade, com lealdade aos nossos fundadores e um coração cheio de amor pelos Estados Unidos, hoje estou pedindo ao nosso presidente (do Comitê Judiciário da Câmara de Representantes, Jerry Nadler) que proceda com a redação dos artigos de impeachment", disse a líder democrata no Congresso.

Trump "se envolveu em abuso de poder, minou nossa segurança nacional e comprometeu a integridade das nossas eleições", disse Pelosi em uma curta declaração.

Pelosi não anunciou, porém, as acusações, mas Trump pode ser acusado de suborno, abuso de poder, obstrução do Congresso e obstrução da Justiça.

"Os fatos são indiscutíveis. O presidente abusou de seu poder para seu próprio benefício político às custas da nossa segurança nacional", afirmou.

"Se permitirmos que um presidente esteja acima da lei, certamente faremos isso com o risco de nossa república", acrescentou.

Steve Cohen, congressista democrata membro da comissão, disse hoje que os artigos "certamente" incluirão as acusações de abuso de poder e de obstrução do Congresso.

Como a maioria dos membros da Câmara controlada pelos democratas já expressou sua intenção de apoiar o procedimento, Trump provavelmente se tornará o terceiro presidente da história dos EUA a ser levado a julgamento político pela Câmara de Representantes.

A expectativa é que isso aconteça, talvez, antes do Natal.

A Casa Branca respondeu instantaneamente. "Os democratas deveriam sentir vergonha", disse a porta-voz de Trump, Stephanie Grisham, em um tuíte.

Desafiador, Trump declarou no Twitter que sairá vitorioso do processo de impeachment.

"O bom é que os republicanos NUNCA estiveram tão unidos. Venceremos!", tuitou Trump.

A equipe de campanha de reeleição de Trump também se pronunciou, apontando que os democratas buscam, há tempos, destituir Trump como uma forma de negar sua vitória nas eleições de 2016.

"Deveriam seguir em frente", afirmou o coordenador de campanha de Trump, Brad Parscale, em um comunicado.

Os republicanos controlam o Senado, Casa que, eventualmente, seria responsável por remover o presidente do cargo.

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