Publicado 05 de Dezembro de 2019 - 13h41

Por AFP

Protestos de todos os tipos e ondas de calor excepcionais, e também o Brexit ou o processo de impeachment contra Donald Trump fazem parte da longa lista de eventos que marcaram o mundo em 2019.

Em janeiro, o opositor venezuelano Juan Guaidó se proclama presidente interino e exige a saída de Nicolás Maduro, cuja reeleição contesta em um país atolado em um colapso econômico e uma grave crise migratória. Guaidó é reconhecido por cerca de 50 países, incluindo os Estados Unidos. Apoiado pelo Exército, Maduro permanece em sua posição.

No Haiti, dezenas de pessoas morreram desde meados de setembro em protestos pela renúncia do presidente Jovenel Moïse motivados pela escassez de combustível.

Em outubro, o Equador fica paralisado quase duas semanas após o cancelamento dos subsídios aos combustíveis.

No Chile, o Parlamento decide, em meados de novembro, lançar um referendo para rever a Constituição herdada da ditadura de Augusto Pinochet (1973-1990), após um mês de manifestações violentas contra as desigualdades socioeconômicas que deixaram mais de vinte mortos e mais de 2.000 feridos.

A Bolívia cancela em 24 de novembro a polêmica reeleição do presidente Evo Morales, após quatro semanas de protestos, que causaram várias dezenas de mortes. Abandonado pela Polícia e pelo Exército, o primeiro presidente indígena do país renuncia em 10 de novembro, a pedido das Forças Armadas, e decide se asilar no México, denunciando um golpe de Estado.

Na Colômbia, o presidente de direita Iván Duque também enfrenta um protesto incomum desde 21 de novembro, marcado por três greves nacionais e manifestações em massa.

Em 22 de fevereiro, começam na Argélia manifestações maciças contra a candidatura ao quinto mandato de Abdelaziz Buteflika, bastante enfraquecido desde que sofreu um acidente vascular cerebral em 2013. Em 2 de abril, o presidente renuncia sob a pressão das ruas e do Exército. No entanto, os argelinos continuam manifestando-se maciçamente, determinados a se livrar de todo o "sistema" estabelecido desde a independência em 1962.

Em 11 de abril, no Sudão, Omar Al Bashir, no poder há 30 anos, é derrubado pelo Exército após quatro meses de um movimento popular desencadeado pela triplicação do preço do pão. Em agosto, o país é dotado de um Conselho de Transição.

No Iraque, um protesto social contra a corrupção, o desemprego e o declínio dos serviços públicos começa em 1º de outubro, antes de degenerar em uma grave crise política. No início de dezembro, mais de 420 pessoas morreram nos protestos e milhares ficaram feridas, a maioria manifestantes.

No Líbano, o anúncio, em 17 de outubro, de um imposto - posteriormente suspenso - em chamadas feitas através do serviço de mensagens do WhatsApp provoca uma forte reação popular e a demissão do primeiro-ministro, Saad Hariri. Os manifestantes continuam a exigir a saída de toda a classe política, considerada corrupta e incapaz de acabar com a estagnação econômica.

Escrito por:

AFP