Publicado 05 de Dezembro de 2019 - 9h11

Por AFP

Os bancos britânicos Barclays, HSBC, Standard Chartered e RBS continuaram a financiar a indústria do carvão após o Acordo de Paris sobre as mudanças climáticas em 2015, apesar das promessas do setor de apoiar uma energia mais limpa, disse o Greenpeace nesta quinta-feira.

Juntos, esses quatro bancos financiaram quase US$ 32 bilhões, entre 2016 e o final de setembro de 2019, empresas com projetos para a construção de novas usinas de carvão, uma das energias mais poluentes.

A ONG aponta o HSBC como o maior financiador (10,8 bilhões de dólares), seguido pelo Standard Chartered (9,6 bilhões), Barclays (9 bilhões) e RBS (2,2 bilhões), embora este último não tenha fornecido fundos durante 2019.

O Greenpeace obteve os dados das ONGs Urgewald e BankTrack a partir de uma análise de 258 empresas com projetos de usinas de carvão, 52 das quais financiadas por bancos britânicos.

"A indústria do carvão está viva atualmente graças ao financiamento de bancos como o Barclays e o HSBC", disse Rosie Rogers, do Greeenpeace.

"O Reino Unido claramente falha em respeitar seu compromisso de combater a crise climática, permitindo que os bancos financiem a indústria fóssil mais poluente", acrescentou.

O Greenpeace lembra que os bancos em todo o mundo estão cada vez mais sob pressão para se engajar na luta contra as mudanças climáticas, dada a enorme influência que têm no financiamento de projetos energéticos.

Essa pressão é particularmente exercida no setor bancário britânico, que é o mais importante na Europa e o quarto no mundo, observa a ONG.

jbo/acc/zm/mr

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