Publicado 05 de Dezembro de 2019 - 0h11

Por AFP

O Congresso do Chile aprovou nesta quarta-feira o aumento gradual do piso das aposentadorias em até 50%, um projeto do governo para atender parte das demandas inseridas na onda de protestos que sacode o país desde outubro.

O projeto prevê o reajuste do valor recebido por cerca de 1,6 milhão de pessoas, para que "recebam aposentadorias acima da linha de pobreza", destacou o Senado.

A lei prevê um aumento, a partir de dezembro, do piso de aposentadorias e pensões em 50% (de 130 para 207 dólares mensais) aos maiores de 80 anos. Para quem tem entre 75 e 79 anos, o reajuste será de 30%, e de 25% para os aposentados com menos de 75.

A partir de janeiro de 2022, o reajuste de 50% atingirá o total dos beneficiários.

A lei responde a uma das principais demandas dos chilenos que protestam nas ruas do país, onde o salário mínimo gira em torno de 400 dólares.

Na segunda-feira, o presidente Sebastián Piñera anunciou um pacote de medidas para reativar a economia totalizando 5,5 milhões de dólares. Na terça, criou um bônus único de cerca de 124 dólares para 1,3 milhão de famílias vulneráveis, o equivalente a um quarto do total de lares do país.

A ajuda extraordinária será paga apenas uma única vez em janeiro, assim como um bônus que é concedido todo ano em março às famílias mais pobres, em um mês em que o ano letivo começa no Chile e as despesas da família aumentam.

As medidas econômicas foram anunciadas após a retração da economia em outubro, com uma queda de 3,4% na atividade no mês em que começaram os protestos sociais que resultaram em 23 mortos.

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