Publicado 04 de Dezembro de 2019 - 12h27

Por AFP

Os dirigentes da Otan fizeram nesta quarta-feira um balanço dos 70 anos da "Aliança mais bem sucedida da história" e dos objetivos e ameaças representadas por, além da Rússia, pela China, pelo terrorismo e pelos ciberataques.

"Nosso vínculo e compromisso mútuo garantiram nossas liberdades, valores e segurança durante 70 anos. Atuamos hoje para garantir que a Otan [assegure isso] para as futuras gerações", diz a declaração conjunta adotada pelos 29 aliados.

Veja os principais desafios e ameaças identificados pela Aliança nascida dos escombros da Segunda Guerra Mundial há 70 anos para proteger a América do Norte e a Europa da União Soviética.

"As ações agressivas da Rússia constituem uma ameaça a segurança euro-atlântica", sentenciam os mandatários, que se dizem abertos a um "diálogo" com Moscou, se suas ações "tornem isso possível".

Nessa declaração, os aliados reconhecem os "riscos" para a segurança, tendo em vista o abandono por parte da Rússia do Tratado sobre Forças Nucleares de Alcance Intermediário (INF) e a mobilização por parte de Moscou de "novos mísseis".

Os Estados Unidos também deixaram esse acordo da Guerra Fria, em parte pelo desenvolvimento militar de uma China que não fazia parte dele.

Os aliados ressaltam que continuarão sendo "uma Aliança nuclear, enquanto as armas nucleares existirem" e se dizem comprometidos a implementar "por completo" o Tratado de Não Proliferação Nuclear.

Os aliados reconhecem pela primeira as "oportunidades e desafios" trazidos pela China, potência econômica cujas capacidades militares e tecnológicas aumentam, concretamente em relação à infraestrutura 5G.

A Otan e os países ocidentais se preocupam com o papel das companhias chinesas, sobretudo a Huawei, na construção das redes necessárias para a próxima geração de comunicações sem fio.

Washington pede à Europa que exclua a Huawei do desenvolvimento dessas redes 5G, assegurando que a companhia tem laços estreitos com o governo chinês e que o equipamento pode ser utilizado para espionar para Pequim.

Os dirigentes ressaltam a necessidade de contar com sistemas de comunicações "seguras", sobretudo em relação ao 5G.

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