Publicado 03 de Outubro de 2019 - 5h30

Policiais militares do Batalhão de Ações Especiais de Polícia (Baep) desarticularam na tarde de ontem, uma das quadrilhas que apavorava trabalhadores de carros-fortes no Estado de São Paulo. O principal líder do grupo, Pedro Henrique Carrel Bacetti, o XT, de 41 anos, foi morto, em Hortolândia, durante confronto com policiais. Em 2015, o criminoso participou de um ataque a um carro-forte em Itatiba, no qual o bando roubou R$ 23 milhões.

O Baep chegou ao suspeito após denúncias anônimas de que em um imóvel na Rua das Alfazemas, no Jardim Santa Emília, havia armazenamento de armas. Quando a viatura chegou no endereço citado, segundo o tenente da PM Vinícius Fullmann, Bacetti correu e pulou sobre diversos telhados de residências. Um outro criminoso, armado com um fuzil, conseguiu escapar. Já Bacetti tentou se esconder no quintal de uma casa, a moradora se assustou e pediu ajuda aos agentes.

Ainda conforme Fullmann, ao entrarem no quintal da casa, os policiais foram surpreendidos pelo suspeito, que estava armado de uma pistola israelense 9 mm. Houve trocas de tiros e Bacetti foi atingido por ao menos dois disparos. Os policiais não foram atingidos. O resgate do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) chegou ser acionado, mas o criminoso morreu no local.

Os policiais descobriram que o suspeito morava em uma edícula nos fundos de uma borracharia na mesma via. No local, os agentes encontraram uma mochila com kits de medicamentos, um revólver 38, uma touca ninja, luvas, um par de algemas e cerca de R$ 2,6 mil, além de diversas munições.

Em uma casa vizinha, em um quarto, os policiais acharam um fundo falso com aproximadamente três metros de profundidade que, segundo informações dos agentes, era usado para esconder armamentos. Embora nada tenha sido achado no local. Também havia no imóvel, um veículo Mercedes Benz blindado, sem bancos traseiros. "Tudo indica que a quadrilha preparava o carro para suporte de armas longas. O kit de medicamentos, também nos leva a crer que eles planejavam alguma ação, pois os remédios são usados em caso de algum ser ferido e ter que ficar escondido em matas" , disse o tenente.

De acordo com a corporação, a edícula era alugada e o morador da casa vizinha e o dono da borracharia foram levados para o Plantão da Delegacia do Município de Hortolândia, onde prestaram depoimentos e foram liberados, já que os objetos pertenciam a Bacetti. Na frente da casa foi apreendido um Prisma, em nome do suspeito.

Em abril de 2014, Bacetti foi preso em uma mansão, em São Carlos, Interior de São Paulo, por policiais do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic). Na época, foram apreendidos um fuzil calibre .556, uma pistola 9mm e roupas táticas utilizadas em ações militares. O imóvel foi adquirido recentemente pelo suspeito. Também foram achadas 620 munições calibre .556 para fuzil, um Fiat Uno, uma perua Fiat Palio Adventure e um Chevrolet Prisma.

Bacetti é apontado como líder em grandes ataques em Itatiba, Araras, ambos de 2015, e em Campinas, em abril e julho também de 2015, respectivamente.

O bando também disparou contra uma viatura da Guarda Civil Municipal de Mogi Guaçu, naquele ano, durante uma tentativa de ataque. Na época, Bacetti foi identificado após o Deic prender aos menos sete integrantes do bando, sendo um deles um supervisor de empresa de segurança, que fornecia informações para os ataques.