Publicado 03 de Outubro de 2019 - 5h30

Um professor de educação física e empresário foi assassinado com ao menos cinco tiros na noite da última terça-feira, no Jardim Andorinhas, em Campinas. O crime aconteceu em uma viela, a cerca de 200 metros da academia da vítima. O caso será investigado pelo Setor de Homicídio e Proteção à Pessoa (SHPP).

Ivan Manoel do Amaral Xavier, de 31 anos, morava em um conjunto de prédios, na mesma rua onde funcionava sua academia. De acordo com o Boletim de Ocorrência (BO), um dos tiros foi a queima-roupa, na nuca da vítima. Os demais atingiram ombro, peito e braço.

O crime foi por volta das 22h na Rua Itamaracá. Ele havia deixado a namorada na casa dela e voltava a pé. Segundo o relato do BO, populares viram que o crime foi cometido por duas pessoas em uma moto. “Acordei com o barulho de ao menos cinco disparos e uma mulher gritando. Sai na sacada de casa e não vi nada. Só depois soube que o Ivan estava morto”, contou um comerciante de 27 anos, que mora nas proximidades da viela. De acordo com informações preliminares, a namorado de Xavier havia se separado recentemente e seu ex-marido não aceitava o fim do relacionamento.

De acordo com a perícia criminal, foram efetuados seis disparos, mas um deles não atingiu a vítima. A suspeita é que a arma seria um revólver. O projétil que não atingiu a vítima foi apreendido pela perícia. A polícia chegou a fazer diligências no local em busca de suspeitos do assassinato. “O Ivan era muito conhecido e querido no bairro. Não tinha inimizades, até onde a gente sabe”, disse o pedreiro Cícero Alves de Brito, de 55 anos.

O crime foi registrado como morte suspeita e homicídio. De acordo com a polícia, aparentemente nenhum objeto foi levado da vítima já que a carteira e o celular estavam com ele. Ivan morava sozinho e, segundo vizinhos, fazia cerca de seis meses que ele tinha mobiliado o apartamento que havia acabado de comprar.

Xavier foi enterrado ontem, no Cemitério Parque das Flores, sob forte emoção dos familiares, principalmente d os pais Irço e Maria Ismar Alves do Amaral Xavier, que não se conformavam com a brutalidade da morte.

(Alenita Ramirez/AAN)