Publicado 01 de Outubro de 2019 - 5h30

Hoje, 1 de outubro, é o início da campanha Outubro Rosa, mês marcado por ações afirmativas relacionadas à prevenção e diagnóstico precoce do câncer de mama. A data é celebrada anualmente, desde os anos 90, com o objetivo de compartilhar informações, promover a conscientização sobre a doença, facilitar maior acesso aos serviços de diagnóstico e de tratamento, tendo como meta final reduzir a mortalidade. No ano passado, quase 60 mil mulheres perderam a vida vítimas deste tipo de câncer no Brasil. Em Campinas, o câncer de mama é a principal causa de morte por câncer entre as mulheres.

O nome da campanha remete à cor do laço que é um símbolo usado por indivíduos, empresas e organizações durante este mês. No Brasil, a iluminação de monumentos em tons de rosa, tais como o Cristo Redentor, no Rio de Janeiro, e o Obelisco do Ibirapuera, em São Paulo, é mais uma ação de conscientização da campanha. Em Campinas, diversos monumentos também são iluminados no tom rosa, como a Torre do Castelo.

O Caism, Hospital da Mulher da Unicamp, inicia hoje uma série de atividades distribuídas ao longo do mês com objetivo de reforçar o autocuidado, a prevenção e o diagnóstico precoce da doença. A Prefeitura de Campinas desenvolve anualmente ações de conscientização que envolvem, dentre outros, palestras e atividades culturais e esportivas. Todo esforço é bem-vindo.

É sabido que o diagnóstico precoce ainda é o maior aliado para o tratamento eficaz do câncer de mama. Quando detectado em fases iniciais, as chances de tratamento e de cura aumentam. Protocolo do Ministério da Saúde indica que a partir dos 50 anos a mamografia deve ser realizada pelo menos a cada dois anos, mas essa idade reduz se há casos da doença na família. O acompanhamento médico anual, por meio de exames clínicos, deve ser direito de todas as mulheres. Ter hábitos saudáveis é uma atitude que ajuda contra a doença: há estimativas que por meio de alimentação equilibrada, controle do peso e prática de atividade física é possível reduzir em até 28% o risco de desenvolver o câncer.

Apesar de toda divulgação, ainda são muitos os casos diagnósticos todos os dias. Para a mulher que recebe a notícia da doença é muito importante o apoio em todos os aspectos: familiar, psicológico e assistencial dos serviços públicos de saúde no sentido de oferecer o amparo necessário nesta difiícil caminhada. É preciso desconstruir o medo do câncer. A união de esforços traz a ajuda necessária para enfrentar e vencer a doença.