Publicado 02 de Outubro de 2019 - 11h15

Por Daniel de Camargo

24,3 milhões com idades entre 15 e 29 anos não frequentavam a escola

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24,3 milhões com idades entre 15 e 29 anos não frequentavam a escola

Direito garantido por lei, a Educação é um problema histórico no Brasil. Em 2018, a taxa de analfabetismo das pessoas com 15 anos ou mais de idade foi estimada em 6,8%, ou seja 11,3 milhões de brasileiros não sabem ler nem escrever. Se comparada à taxa de 2017 (6,9%), o número apresentou uma redução ínfima de aproximadamente 200 mil pessoas, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad) 2018, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Já o nível de instrução, indicador responsável por apontar o grau educacional alcançado por cada pessoa, independentemente da duração dos cursos por ela frequentado, mostra que no País, a proporção de pessoas com 25 anos ou mais de idade que finalizaram a Educação Básica Obrigatória, ou seja, concluíram, no mínimo, o Ensino Médio, passou de 46,2%, em 2017, para 47,4%, em 2018.

Tendo em vista que as escolhas educacionais variam ao longo da vida, essa métrica é melhor avaliada entre aqueles que já poderiam ter concluído o seu processo regular de escolarização, em geral, em torno dos 25 anos.

O Pnad 2018 estimou ainda que, 24,3 milhões de pessoas com idades entre 15 e 29 anos não frequentavam a escola, cursos pré-vestibulares, técnico de nível médio ou de qualificação profissional e não haviam concluído uma graduação. O levantamento do IBGE apontou ainda que, no Brasil, em 2018, havia 47,3 milhões de pessoas com idade entre 15 e 29 anos. Nesse grupo, 13,5% dos indivíduos estavam ocupados e estudando, 23% não estavam ocupados nem estudando; 28,6% não estavam ocupados, porém estudavam; e 34,9% estavam ocupados, mas não estudando.

Ranking do Planeta

Os sistemas educacionais ao redor do mundo têm sido testados e redefinidos para produzir bons resultados acadêmicos e formar cidadãos mais preparados. Onde quer que esteja localizada a sua escola, sem dúvida ela é influenciada pelo mindset e a cultura do seu país. Apesar de nenhum dos sistemas ser perfeito, existem algumas nações que tiveram ótimos ganhos e resultados acadêmicos com seus sistemas, além de habilidades pessoais que ajudaram os alunos a se destacarem na vida e no mercado de trabalho, segundo o site de educação Universia com dados da Unesco.

O Japão lidera o ranking dos melhores e mais bem educados do mundo. Os primeiros anos da vida escolar de é dedicado ao desenvolvimento do respeito ao próximo, compaixão e generosidade, bem como introduzir os conceitos de certo e errado, justiça, autocontrole e determinação. Finlândia, Singapura e Alemanha completam o ranking da Unesco.

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Daniel de Camargo