Publicado 02 de Outubro de 2019 - 9h18

Por Alenita Ramirez

Ônibus que vêm pelo corredor e carros dividem o atual viaduto, o que provoca afunilamento e lentidão

Matheus Pereira/Especial para a AAN

Ônibus que vêm pelo corredor e carros dividem o atual viaduto, o que provoca afunilamento e lentidão

A construção de um novo viaduto sobre a Rodovia dos Bandeirantes, que integrará o Corredor BRT Campo Grande, na Avenida John Boyd Dunlop, deve começar em dezembro, segundo o secretário de Transportes e presidente da Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas (Emdec), Carlos José Barreiro. O equipamento será exclusivo para os ônibus e vai desafogar o trânsito no trecho.

De acordo com Barreiro, a obra já estava prevista no projeto original do BRT, mas sua implantação está sendo discutida com a concessionária AutoBAn. Nela, não serão incluídos acessos para a Rodovia dos Bandeirantes, uma vez que trata-se de uma rodovia "classe zero", isso é, planejada para ter o mínimo de acessos.

O objetivo é garantir tráfego contínuo e fluidez, para proporcionar aos usuários viagens mais rápidas e, assim, reduzir o tempo gasto nos trajetos de longa distância, segundo a Agência de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp). “O projeto já está em fase de finalização e a obra começa até final do ano. O viaduto atual será destinado apenas ao trânsito de veículos e, quando pronto, não haverá conflitos”, disse o secretário. Segundo Barreiro, não haverá bloqueios no atual viaduto durante as obras. Pelo local, ainda conforme o secretário, trafegam cerca de 50 mil veículos.

O grande volume de carros e o fluxo de ônibus em horários de picos geraram trânsito caótico no trecho em horários de picos. Nos últimos dias, segundo comerciantes instalados nas proximidades, ao menos quatro acidentes ocorreram no sentido centro, antes do viaduto.

De acordo com os moradores, boa parte das colisões envolvia ônibus. Ainda conforme eles, os acidentes se deram em razão do afunilamento das vias sobre o viaduto, uma vez que há apenas uma mão de direção para cada sentido.

“Como os ônibus que saem de um terminal para o outro já passam pelo corredor central, quando chega no viaduto, o trânsito de carros e ônibus se afunila e é aí que ocorrem os acidentes. Os motoristas não percebem o ônibus e avançam”, contou um mecânico que trabalha a cerca de 100 metros do viaduto.

Para Barreiro, os acidentes não ocorrem em decorrência da obra do BRT, mas sim em razão da falta de respeito por parte dos motoristas, uma vez que ignoram as placas de sinalização, que indicam preferência para os ônibus que seguem pelo corredor. “No trecho de aproximação do viaduto, a preferência é para os ônibus. Os motoristas de veículos têm que respeitar”, frisou.

A AutoBAn confirmou que o cronograma de implantação do BRT pela Prefeitura de Campinas prevê a construção de um novo viaduto sobre a Rodovia dos Bandeirantes, paralelo ao já existente. O projeto deste viaduto, segundo a concessionária, “está sendo elaborado pela Prefeitura de Campinas/Emdec e deverá ser apresentado para a análise da CCR AutoBAn e posterior aprovação da Artesp (Agência de Transporte do Estado de São Paulo)”.

A Artesp frisou que não há previsão no contrato de concessão com a AutoBAn de obra para implantação de acessos para a rodovia.

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Alenita Ramirez