Publicado 03 de Outubro de 2019 - 6h15

Por AFP

A polícia iraquiana atirou para o alto nesta quinta-feira para dispersas manifestantes que incendiavam pneus em uma praça do centro de Bagdá, apesar do cessar-fogo decretado nas últimas horas.

Os manifestantes se afastaram das ruas próximas da praça Tahrir, no terceiro dia de protestos que já deixaram 13 mortos no país (12 civis e um policial).

Um manifestante afirmou à AFP que dormiu no local para evitar que os policiais retomassem o controle da praça, mas os agentes expulsaram os participantes.

Em Bagdá e em outras cidades iraquianas, como Najaf e Nasiriyah, os manifestantes continuam bloqueando estradas e incendiando pneus diante de edifícios oficiais.

Em Nasiriyah, nove pessoas morreram desde terça-feira - oito manifestantes e um policial -, informaram as autoridades locais.

Dois manifestantes morreram em Bagdá e outros dois em Kut, na região leste do país. Mais de 400 pessoas ficaram feridas em todo o país.

As manifestações, que não têm o comando de um partido ou líder religioso, são motivadas pela deficiência dos serviços públicos e o desemprego.

O principal líder xiita do país, Moqtada Sadr, pediu na quarta-feira, no entanto, "protestos pacíficos e uma greve geral" para aumentar a pressão.

Sadr foi o principal nome por trás da revolta de 2016, que paralisou o governo.

As manifestações denunciam sobretudo a classe política do país, que aparece no 12º lugar na lista de nações mais corruptas do mundo da organização Transparência Internacional.

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