Publicado 02 de Outubro de 2019 - 22h30

Por AFP

O presidente peruano, Martín Vizcarra, busca reorganizar seu gabinete após dissolver o Congresso, fortalecido pela renúncia da vice-presidente, Mercedes Aráoz, que havia sido empossada chefe de Estado em um polêmico procedimento.

Estes são os quatro possíveis cenários para a crise política peruana:

Ao dissolver o Congresso, Vizcarra convocou legislativas para o dia 26 de janeiro para eleger os 130 membros do Congresso, o que foi validado pelo órgão eleitoral.

Os novos legisladores terão mandato até julho de 2021, completando o período iniciado em 2016.

Como a reeleição foi eliminada no referendo de 2018, os legisladores eleitos em 2016 não poderão concorrer.

Este é o cenário mais provável no momento.

Os líderes opositores disseram que enviarão representantes a países da região para denunciar o "golpe" de Vizcarra, mas fracassou seu apelo para que a OEA intervenha para salvar o mandato do Congresso.

Parece improvável que a crise peruana se "internacionalize", pois as instituições do país seguem funcionando, incluindo a Comissão Permanente do Congresso.

Ao evitar intervir na crise peruana, a OEA disse que corresponde a seu Tribunal Constitucional decidir sobre a dissolução do Congresso.

O presidente do Parlamento, Pedro Olaelchea, disse que a oposição avalia levar o caso ao Tribunal Constitucional, apesar de não confiar em seus juízes.

Caso o Tribunal dê razão à oposição, os 130 legisladores serão restituídos e poderão suspender Vizcarra.

Mas a intervenção do Tribunal deve ser solicitada pelo Congresso, que foi dissolvido. Há outros caminhos para se apresentar um recurso, mas exigiriam de três a quatro meses.

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