Publicado 02 de Outubro de 2019 - 18h46

Por AFP

Um grupo de cinco funcionários do Vaticano, entre eles dirigentes da Secretaria de Estado e inspetores de finanças, foram suspensos após uma investigação sobre transações imobiliárias ilegais, como informa nesta quarta-feira a revista italiana L"Espresso.

O gabinete de imprensa do Vaticano se limitou a anunciar na véspera a apreensão de uma série de "documentos e dispositivos eletrônicos" dos gabinetes da Secretaria de Estado e da autoridade encarregada das informações financeiras.

Segundo informações da publicação italiana, tradicionalmente bem informada sobre os assuntos do Vaticano, uma circular da gendarmeria do Vaticano indica com fotos, nomes e acusações para as cinco pessoas que foram "suspensas por precaução" de suas funções.

A informação foi enviada a todos os funcionários e a todos os guardas suíços que monitoram as entradas da Cidade do Vaticano.

A nota afirma que as cinco pessoas só podem acessar os serviços médicos e que uma delas, o bispo Mauro Carlino, pode continuar vivendo na mesma residência que o papa Francisco.

As transações irregulares estão relacionadas à compra de imóveis milionários no exterior, principalmente em Londres, com a participação de empresas britânicas.

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