Publicado 02 de Outubro de 2019 - 13h02

Por AFP

Uma estela em memória do jornalista saudita assassinado Jamal Khashoggi foi inaugurada, nesta quarta-feira (2), em frente ao consulado de Riad em Istambul, durante uma cerimônia na presença de Jeff Bezos, proprietário do jornal "The Washington Post", onde trabalhava.

A cerimônia foi organizada para relembrar o primeiro aniversário do assassinato do jornalista dentro do consulado, vítima de uma equipe de agentes enviados por Riad.

A CIA e uma especialista das Nações Unidas apontaram como responsável o príncipe herdeiro saudita, Mohamed bin Salman. Ele nega ter ordenado o homicídio, embora diga que seja responsável como líder do reino.

Jeff Bezos, que também é o fundador da Amazon e o homem mais rico do mundo, participou da cerimônia ao lado do diretor-executivo do "Washington Post", Fred Ryan, da noiva turca do jornalista assassinado, Hatice Cengiz, e da relatora especial das Nações Unidas sobre execuções sumárias, Agnès Callamard.

Também participaram amigos de Jamal e representantes de várias ONGs.

A estela comemorativa com as datas de nascimento e morte do jornalista foi inaugurada em um pequeno parque em frente ao consulado.

"Estamos aqui para estar ao seu lado. Você não está sozinha", disse Bezos, olhando para Hatice Cengiz. "Nunca esqueceremos de Jamal Khashoggi, nunca", afirmou Ryan, presidente do "Washington Post".

Hatice afirmou que o ano passado foi "o pior de sua vida", depois de ter perdido "meu noivo e também meu melhor amigo".

"Estou diante de você (Jamal), destroçada, mas orgulhosa", acrescentou ela.

A Arábia Saudita levou 11 suspeitos à Justiça por ligação com o assassinato do jornalista.

"É um simulacro de julgamento, desprovido de justiça e independência. É um escárnio da Justiça", disse Andrew Gardner, representante da Anistia Internacional na Turquia, durante a cerimônia.

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