Publicado 01 de Outubro de 2019 - 22h45

Por AFP

Um criminoso que estava no corredor da morte no estado americano do Missouri foi executado nesta terça-feira, apesar das alegações de seus advogados de que possuía um problema médico que lhe causaria "um sofrimento terrível" durante a execução por injeção letal.

Russell Bucklew, de 51 anos, foi condenado à morte pelo assassinato em 1996 do namorado de sua ex-noiva, que também foi sequestrada e estuprada por ele.

Segundo os advogados, Bucklew era portador de uma anomalia nos vasos sanguíneos, chamada de angioma cavernoso, o que dificultava sua respiração e que no último ano o obrigou a respirar através de um tubo de traqueostomia.

Por conta dessa condição física, "seu rosto está inchado e cheio de placas de sangue, presentes também na cabeça e garganta. É muito provável que esses tumores instáveis possam levar a sangramentos durante o estresse da execução, fazendo Russel tossir e se afogar em seu próprio sangue", alegaram os advogados em petição encaminhada ao governador do Missouri solicitando a anulação da execução e mudança de sua pena para prisão perpétua.

O governador Mike Parson, um republicano que apoia a pena de morte, recusou o pedido na manhã desta terça.

Em 2014 e 2018, os advogados do criminoso conseguiram suspender a execução no último minuto através de ações apresentadas na Suprema Corte.

Esta foi a 17ª aplicação da pena capital neste ano nos Estados Unidos. A precedente ocorreu em agosto, na Flórida, e envolveu um assassino confesso de homossexuais, que matou seis homens em 1994.

chp/dw/jm/mps/llu/lca

Escrito por:

AFP