Publicado 01 de Outubro de 2019 - 21h00

Por AFP

A justiça dos EUA concluiu nesta terça-feira que a Universidade de Harvard tem o direito de considerar a raça em sua política de admissão, rejeitando as denúncias de que a instituição discrimina pretendentes de origem asiática.

Uma ação apoiada pela administração do presidente Donald Trump denunciava a avaliação da raça por parte de Harvard para determinar a admissão de potenciais alunos, como parte de um antigo plano para promover a presença das minorias na universidade mais antiga dos Estados Unidos.

Mas a juíza federal Allison Dale Burroughs concluiu que apesar de não ser perfeito, o processo de admissão de Harvard é correto ao levar em conta a raça para formar um corpo estudantil diverso.

"A rica diversidade em Harvard e em outros colégios e universidades e os benefícios derivados fomentam a tolerância, a aceitação e a compreensão que finalmente farão que as admissões com consciência racial sejam obsoletas".

A ação foi apresentada pela Students for Fair Admissions, grupo dirigido pelo ativista conservador Edward Blum, que já havia atacado as políticas de ação afirmativa na Universidade do Texas.

A Suprema Corte dos Estados Unidos decidiu a favor da Universidade do Texas em 2016.

Na ação contra Harvard, o grupo de Blum denunciou que os critérios prejudicavam candidatos de origem asiáticas para favorecer negros, hispânicos e brancos.

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