Publicado 01 de Outubro de 2019 - 18h46

Por AFP

Cuba rejeitou nesta terça-feira (1) e denunciou como "arbitrária" a decisão dos Estados Unidos de negar o visto ao ministro da Saúde Pública, que planejava participar de Washington de uma reunião da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas).

"A delegação cubana ao 57º Conselho Diretor da Opas/OMS, chefiada pelo ministro do MINSAP, José José Portal, não poderá participar desse evento porque seus vistos foram negados pelo governo dos EUA", denunciou o Ministério das Relações Exteriores de Cuba no Twitter.

Na segunda-feira, o Departamento de Estado dos EUA anunciou que restringiria vistos a funcionários cubanos responsáveis pelo programa de missões médicas no exterior.

A Opas realizará sua reunião do Conselho de Administração em Washington entre os dias 30 de setembro e 4 de outubro.

"Mais uma vez, o governo dos EUA tenta silenciar a voz de Cuba, um esforço que se soma à campanha que vem desenvolvendo para dificultar os programas de cooperação médica de nosso país com outras nações", acrescentou.

Em um comunicado divulgado em Washington, a embaixada cubana criticou "essa ação arbitrária" e enfatizou que "os Estados Unidos violam injustificadamente suas obrigações como país anfitrião de uma organização internacional", segundo a estatal Prensa Latina.

Washington denuncia que os profissionais cubanos foram submetidos a baixos salários, restrições de trânsito, vigilância e retenção de documentos.

Mais de 600.000 cubanos prestaram serviços médicos em cerca de 160 países nos últimos 55 anos, segundo o governo cubano, que defende sua "diplomacia do jaleco branco", com médicos atendendo em áreas pobres e sem cobertura médica dos países para onde são enviados.

No Twitter, o diretor doe Estados Unidos do Ministério das Relações Exteriores de Cuba, Carlos Fernández de Cossío, condenou as "restrições ilegítimas de visto para atacar Cuba" e enfatizou que "a reconhecida cooperação internacional (da ilha) mostra uma política moralmente fracassada dos EUA".

Um funcionário da Opas disse à AFP que, depois que a delegação cubana foi impedida de viajar, Cuba será representada na reunião por diplomatas cubanos com sede em Washington.

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