Publicado 01 de Outubro de 2019 - 14h00

Por AFP

Um civil morreu e mais de 200 pessoas ficaram feridas nesta terça-feira quando as autoridades iraquianas atiraram para dispersar manifestantes que denunciavam a corrupção e reivindicavam empregos e serviços públicos em Bagdá, no primeiro grande movimento social enfrentado pelo governo em quase um ano de exercício.

Entre os feridos há 160 civis e 40 agentes das forças de ordem, segundo o ministério iraquiano da Saúde.

Mais de mil manifestantes se concentraram na capital iraquiana. "Os ladrões nos roubaram!", gritava a multidão.

Há anos o Iraque é devastado por corrupção e guerras e por uma escassez crônica de eletricidade e água potável.

A polícia disparou várias vezes para dispersar a multidão, e o som de balas foi ouvido em todo o centro da capital iraquiana.

Em geral, as marchas se direcionam à Zona Verde, um distrito até recentemente ultraprotegido, cujo acesso era impedido por vários postos de controle militares e muros de concreto.

No entanto, uma entrada passou a ser permitida em junho e manifestantes têm conseguido paralisar as instituições ali instaladas.

Essas manifestações denunciam especialmente a classe política do 12º país mais corrupto do mundo, segundo a Transparency International.

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