Publicado 01 de Outubro de 2019 - 6h15

Por AFP

O consumo de álcool na Rússia, país conhecido por sua paixão pela vodca, registrou queda de 43% entre 2003 e 2016, afirma um relatório da Organização Mundial da Saúde (OMS).

"A Rússia é considerada um dos países onde mais se bebe álcool (...) Nos últimos anos, no entanto, a tendência mudou", afirma o documento, recordando que o álcool foi uma causa importante de morte nos anos 1990 e também teve um impacto negativo na crise demográfica posterior à desintegração da União Soviética (URSS).

De acordo com os autores do relatório, a redução do consumo de álcool contribuiu para um aumento da expectativa de vida, que em 2018 registrou um recorde na Rússia, a 78 anos para as mulheres e 68 para os homens. No início da década de 90, a expectativa dos russos era de 57 anos.

Após o fim da URSS em 1991, o consumo de bebidas alcoólicas disparou no país. A partir do ano 2000, o governo de Vladimir Putin passou a adotar restrições gradativas, como por exemplo a proibição de venda de álcool nos estabelecimentos comerciais após 23H00, o aumento do preço de várias bebidas e o fim da publicidade para as bebidas alcoólicas.

De acordo com relatórios anuais da OMS, os adultos russos bebem há algum tempo menos que os franceses ou alemães.

Paralelamente, a Rússia também enfrenta uma batalha contra o consumo de tabaco. O país proibiu o cigarro em locais públicos e a partir de agora nas varandas de casas.

O consumo de tabaco na Rússia caiu 20% entre 2009 e 2016, segundo a mais recente pesquisa mundial sobre o consumo de cigarro entre adultos (Global Adult Tobacco Survey).

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