Publicado 30 de Setembro de 2019 - 18h21

Por Adagoberto F. Baptista

Gilson Rei

Da Agência Anhanguera

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Fotos: Divulgação

A liberação do mosquito “Aedes do Bem” está programada em diversos bairros de Indaiatuba para tentar reduzir as estatísticas de dengue, zika, febre amarela e chikungunya no município.

A ação será no início deste mês e integra a segunda fase do projeto, que já foi implementado no ano passado com sucesso em quatro bairros do município: Moarcyr Arruda, Jardim Morada do Sol, Cecap e Jardim Itamaracá. Nestas regiões, a Prefeitura informou que atingiu 96% de supressão das populações-alvo do mosquito.

O município de Indaiatuba registra muitos casos de dengue e já contabiliza 277 casos confirmados em 2019, sendo 266 contraídos no município (autóctones) e 11 importados residentes. Em 2018, foram 16 casos confirmados - dos quais 13 autóctones e três importados residentes.

O método de combate ao mosquito selvagem é desenvolvido pela Oxitec do Brasil, que usa implantação de mosquitos machos transgênicos, geneticamente modificados, capazes de auxiliar na remoção dos transmissores das três doenças (dengue, zika e chikungunya).

O mosquito geneticamente modificado da Oxitec é macho, não pica e procura por fêmeas selvagens em áreas de difícil acesso, auxiliando nos métodos de controle convencionais.

A secretária de Saúde, Graziela Garcia, destaca o Aedes macho cruza com as fêmeas selvagens e as larvas geradas por ela, indiferentemente do sexo, não chegam à fase adulta. Como consequência, a população da espécie na região diminui. A cada geração sucessiva, o número de machos geneticamente modificados diminui até seu completo desaparecimento no meio ambiente.

Graziela informou que a segunda fase de implantação do “Aedes do Bem” já estava programada. Para esta fase, a liberação dos mosquitos machos, que não picam, será feita através da instalação de pequenas caixas de papelão contendo ovos e água que serão instaladas nos bairros. Delas, nascerão os mosquitos machos geneticamente modificados. Na liberação anterior, no ano passado, os mosquitos já estavam na fase adulta.

Para que o teste funcione de acordo com o planejado é importante que os moradores não mexam nas caixas assim o mosquito poderá emergir e ajudar no combate.

Antes de colocar as caixas nos locais, as equipes de especialistas da Prefeitura vão monitorar a população de mosquitos em 12 bairros de Indaiatuba, através da coleta de ovos depositados pelas fêmeas, para identificar as áreas com maior necessidade de implantação do método.

Os bairros alvos de estudo são: Jardim Pau Preto, Jardim Portal do Sol, Núcleo Habitacional Lucio Artoni-CDHU, Setor Industrial Recreio Campestre Joia, Vila Romana, Cidade Nova, Jardim Carlos Aldrovandi, Solar de Itamaracá, Jardim Bela Vista, Jardim Europa, Parque Residencial Indaia e Jardim Jequitibá.

Graziela informou que, mesmo com a eficiência do projeto, os moradores devem continuar fazendo sua parte para evitar a proliferação do mosquito.

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Adagoberto F. Baptista