Publicado 30 de Setembro de 2019 - 14h31

Por AFP

A polícia usou gás lacrimogêneo em Jacarta e em várias cidades da Indonésia, nesta segunda-feira (30), para conter manifestantes que denunciavam polêmicos projetos de lei.

Os protestos começaram na semana passada.

Pelo menos dois estudantes morreram, e centenas ficaram feridos durante as mobilizações. Alguns destes atos terminaram em confrontos.

Os protestos eclodiram no arquipélago do Sudeste Asiático em 23 de setembro.

Hoje, na capital da Indonésia, cerca de 26.000 policiais e militares foram instalados com veículos blindados. Milhares de estudantes com cartazes protestavam perto do Parlamento, protegidos com arame farpado, segundo jornalistas da AFP.

Houve alguns confrontos entre manifestantes, que lançavam pedras, e as forças de segurança, que responderam com gás lacrimogêneo.

Os estudantes protestam contra uma reforma que poderia diminuir os poderes da agência anticorrupção KPK, uma instituição muito respeitada no país. Também se manifestam contra uma revisão do Código Penal que prevê penas de prisão para quem tiver relações sexuais fora do casamento, ou entre pessoas do mesmo sexo.

"Nós, os estudantes, (...) rejeitamos qualquer revisão que enfraqueça o KPK", disse à AFP Lukmanul Hakim Ahbr, um indonésio de 24 anos que contou ter chegado da Malásia, onde estuda, para participar dos protestos.

Além disso, com essa reforma do Código Penal, "mostrar ou oferecer" meios de contracepção para menores de idade seria ilegal.

O projeto prevê ainda uma aplicação mais ampla da controversa lei sobre blasfêmia, que espalhou medo entre as minorias do país. O território tem a maior comunidade muçulmana do mundo. Também incluiria a proibição de "insultar" o presidente, ou o vice-presidente.

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