Publicado 30 de Setembro de 2019 - 13h45

Por AFP

O governo grego anunciou nesta segunda-feira que pretende enviar cerca de 10 mil migrantes para a Turquia até o final de 2020, após um conselho de ministros de emergência, convocado no dia seguinte aos distúrbios e um incêndio ocorrido em um acampamento na ilha de Lesbos.

Dos 1.806 migrantes retornados em quatro anos e meio sob o governo anterior, liderado por Alexis Tsipras, o executivo do primeiro-ministro Kyrakos Mitsotakis quer passar para 10.000 retornos até o final de 2020, segundo comunicado divulgado após o conselho de ministros.

Com o aumento da chegada de migrantes às suas ilhas do Egeu, a Grécia está passando pelo seu "pior período de migração" desde que a UE e a Turquia assinaram um acordo, em 2016, com 70.000 migrantes e refugiados em seu território, afirmou o vice-ministro da Defesa Civil, Lefteris Okinomou.

Entre as medidas anunciadas pelo governo (conservador), estão o reforço de patrulhas no Mar Egeu, a transferência contínua de migrantes de suas ilhas para o continente e a construção de centros fechados para migrantes sem documentos e para os que não obtiveram permissão de asilo, de acordo com a mesma declaração.

O pacto alcançado por Bruxelas e Ancara entrou em vigor em 20 de março de 2016 e prevê o envio à Turquia de migrantes irregulares que chegam às principais ilhas gregas próximas à Turquia (Lesbos, Quíos, Kos, Leros e Samos), e de refugiados sírios, para quem a Turquia é considerada "um país seguro".

O acordo causou uma queda drástica no número de chegadas, após a onda migratória de um milhão de pessoas, principalmente sírias, que passaram pela Grécia para o resto da UE em 2015 e no início de 2016.

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