Publicado 10 de Setembro de 2019 - 16h15

Por AFP

A Semana de Moda de Nova York teve sua energia renovada nos desfiles de grandes marcas como Carolina Herrera e a cada vez mais famosa Zero+María Cornejo, além de estilistas emergentes como Sandy Liang e Víctor Barragán.

Para sua terceira coleção à frente da marca desde a aposentadoria de sua fundadora, o estilista Wes Gordon deu movimento à marca, mas sem grandes revoluções.

Nesse temporada surgiram comprimentos curtos e muito curtos, uma novidade na marca que sempre preferiu vestidos e saias longas.

Inspirado na temporada de primavera na Califórnia, Wes Gordon também misturou cores no estilo "tie-dye", uma novidade para a marca qu sempre optou por tons sólidos.

María Cornejo, que nasceu no Chile, foi criada na Inglaterra e se considera totalmente nova-iorquina, apresentou uma coleção sustentável e 85% "Made in New York", que busca recuperar o frescor da idade da inocência.

Os modelos - dessa vez homens e mulheres - desfilaram na passarela instalada no terraço do hotel The Standard no bairro de Chelsea em uma tarde de fim de verão. São looks confortáveis de cetim, algodão orgânico, poliéster reciclado e tecidos feitos por uma comunidade de bolivianas. Tudo muito chique, moderno e estruturado.

A coleção se inspirou na "era da possibilidade". "Agora temos as viagens, a tecnologia, a industrialização, então é realmente incrível reencontrar essa era, essa "ingenuidade" e inocência. Achei que era uma linda maneira de tentar algo novo", disse a estilista em entrevista à AFP após o desfile.

Nomeada pelo estilista Tom Ford, presidente do Sindicato de Estilistas dos Estados Unidos (CFDA) como uma das novas integrantes, Cornejo disse que defenderá em seu novo cargo "uma maior sustentabilidade e menor discriminação por idade, além de uma comunidade mais inclusiva".

Na primeira fila de seu desfile estava a cantora mexicana-americana Lila Downs, vestindo uma de suas criações.

Há alguns dias, a atriz Sarah Jessica Parker, da série Sex and the City, usou uma de seus modelos de uma coleção cápsula com a montadora coreana Hyundai, onde Cornejo reciclou bancos de carros.

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