Publicado 23 de Maio de 2019 - 12h26

Por Paulo César Dutra Santana

Paulo Santana

Da Agência Anhangüera

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Em meados de 2003, quando a Ponte Preta começava a encarar um período que terminaria de forma bastante conturbada por conta de dívidas e jogadores deixando o clube, alguns personagem começavam a ganhar destaque. No ano em que Abel Braga se tornaria exemplo de quem não abandona o barco e Dario Gigena ganharia o coração da torcida da Macaca, um jovem de personalidade forte já dava mostra que poderia ser no futuro.

Aos 18 anos, o atacante Roger ganhou a oportunidade de ser titular na equipe profissional pela primeira vez na partia com o Vitória, pela 16ª rodada do Brasileirão, dia 6 de julho de 2003. Na mesma semana, foi convocado para defender a Seleção Brasileira Sub-18, em torneio na Irlanda.

Na época, declarou que seria a primeira vez que passaria tanto tempo longe de casa. Morando na Vila Rica, onde cresceu ao lado de amigos e dos irmãos, Roger chegou ao Majestoso aos 14 anos de idade e jamais tinha viajado para tão longe.

No máximo havia passado por uma tentativa de teste frustrada no Vasco. Indicado pelo irmão Rafael Rodrigues - então o craque da família que jogava no sub-20 da Ponte -, acabou passando num teste sob o comando do treinador Mazinho.

Aos 17 anos, já era promovido ao elenco de profissionais pelo técnico Oswaldo Alvarez, atualmente na Seleção Brasileira Feminina. A convocação para o sub-18 do Brasil lhe tirou a chance de se tornar titular do time.

A vaga acabou ficando com Dario Gigena. “Muita coisa mudou na minha vida desde aquele tempo. Em alguns momentos, tomei decisões que hoje poderia ter pensando melhor. Algumas deram muito certo e outras deram muito erradas, mas me considero um vencedor”, relata Roger, que foi apresentado ontem como novo reforço da Macaca.

Passados 16 anos, o atacante rodou por quase 20 clubes, jogou no Exterior, ganhou dinheiro e está em outro patamar, tanto no aspecto financeiro quanto no lado profissional. “Realizei o sonho de ser jogador, ajudei meus irmãos a cursarem faculdade e dei aos meus pais a chance de terem uma condição de vida bem melhor. Se pudesse voltar no tempo, teria feito muita, muita coisa diferente, mas no geral acho que sou um vencedor” destaca.

Contratado depois de “um esforço financeiro” da diretoria, Roger conta que também abriu mão de outras propostas mais vantajosas para voltar ao Majestoso. “Estou em minha casa. Foi aqui onde eu nasci para o futebol e me sinto feliz. A meta é devolver a Ponte à Série A, que é onde temos de estar. Venho para trazer tranquilidade, alegria e a confiança para o nosso torcedor”, finaliza.

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Paulo César Dutra Santana