Publicado 17 de Maio de 2019 - 16h41

Por Daniel de Camargo

Professores da rede pública do Estado de São Paulo analisam como vantajoso realizar a edição 2019 do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) como treineiro. As inscrições foram encerradas na última sexta-feira, sendo realizadas por mais de 5 milhões de pessoas.

Professora da E. E. Rubens Moreira da Rocha de Santo André, Érica Fernandes de Miranda, são vários os benefícios. "Além do estudante testar seu conhecimento, ele tem uma noção do que precisa estudar mais e do que ele já está dando conta", disse. Para a docente, o treineiro também adquire uma maturidade muito grande em relação ao tempo: percebe quanto tempo é suficiente para responder as questões e estimula a otimização do tempo de respostas. "Outro ponto fundamental é o emocional. Os estudantes precisam sentir o que é o ENEM e trabalhar o equilíbrio para, no outro ano, fazer uma boa prova”, encerra.

Já Simone Paixão, diretora da E. E. Alvino Bittencourt, situada na Chácara Califórnia, na Capital, entende que fazer o Enem como treineiro auxilia a traçar metas e objetivos. “Ajuda a eles terem uma noção de como o exame é feito, como é organizado e como é o tempo que ele gasta", afirma.

Cesar Augusto dos Santos, diretor técnico da diretoria de ensino da região de Miracatu, comenta que sempre incentiva os alunos a prestarem vestibulares e o Enem como treineiros, porque melhorar a redação dos estudantes. "O aluno precisa ter determinação e estabelecer uma rotina de leitura, porque ler ajuda muito na escrita”, explica.

Marcia Imamura, professora da E. E. Professor Marciano de Toledo Piza de Rio Claro, diz que "cada estudante tem que buscar o seu jeito de estudar. Tem gente que gosta de estudar sozinho, em grupo ou em dupla. Prestar o ENEM como treineira ajuda a achar o jeito próprio e também auxilia o estudante a ter também um propósito e estudar para conquistar esse objetivo”.

INTERTÍTULO: ENCONTRO SOBRE O ENSINO MÉDIO NA EFAPE

A Secretaria da Educação do Estado de São Paulo segue promovendo encontros e seminários para discutir e ouvir a rede pública. Na última quinta-feira, a Escola de Formação e Aperfeiçoamento dos Professores do Estado de São Paulo (EFAPE) recebeu um encontro com estudantes, professores e integrantes da Coordenadoria de Educação Básica (COPED) para debater diversas propostas.

Na primeira parte do encontro, estudantes da rede pública e representantes de grêmios estudantis dialogaram sobre algumas propostas do Inova Educação, nova política educacional do estado, e também as propostas de mudança do ensino médio.

“É muito comum no Brasil que o estudante saia do ensino médio, não vá direto para a faculdade e depois muda de ideia. É por isso que, a partir do ano que vem, teremos um tempo por semana para que o estudante discuta, junto aos professores, o que ele queira fazer depois da escola, quais os planos e metas que o estudante tem para seu futuro”, pontua Caetano Siqueira, coordenador da COPED.

A discussão foi centrada em explicar os objetivos das alterações de grades e tempos escolares. Atualmente são 3 mil horas de aulas por ano, com disciplinas pré-estabelecidas. A ideia é alterar a grade com novas disciplinas, a exemplo da PEI (Programa de Ensino Integral), que tem disciplinas como formação e projeto de vida. Além de tornar a grade mais atual, a ideia é também mesclar as disciplinas de forma a oferecer aos alunos novos pontos de vista sobre um mesmo tema.

Na segunda parte da dinâmica, professores e diretores da rede pública de São Paulo dialogaram com os integrantes da COPED sobre o impacto dessas propostas na formação de educadores e professores. A discussão foi centrada no papel do professor na vida do estudante e como os educadores devem se preparar para os desafios que a tecnologia e as mudanças na sociedade trazem para a sala de aula.

“Estamos conversando sobre quais os desafios, como mediamos conflitos e quem são os jovens fora da escola. O que eles querem para a vida e como a escola pode ajudar nisso”, pontua Bruna Waitman, Gestora de Educação Integral na COPED. O encontro contou também com a presença de Cristina Mabellini, coordenadora da EFAPE.

Escrito por:

Daniel de Camargo