Publicado 17 de Maio de 2019 - 15h21

Por Adagoberto F. Baptista

Alenita Ramirez

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Foto: Matheus

As secretarias estaduais de Segurança Pública e de Educação fecharam o cerco para coibir os ataques e boatos nas escolas. De acordo com as orientações, logo que surgir qualquer informação de suposto ataque, a direção da unidade deve ligar no telefone 190 da Polícia Militar (PM), que enviará a viatura que estiver mais próxima para fazer averiguações. A medida foi tomada logo depois do ataque a Escola Estadual Professor Raul Brasil, em Suzano, em março deste ano.

Na noite de anteontem, um boato de suposto massacre causou tumulto na Escola Estadual João Lourenço Rodrigues, no bairro Cambuí. Os alunos foram surpreendidos por diversas viaturas da PM, que fecharam a Rua Barreto Leme, na saída dos estudantes, por volta das 18h30.

A denúncia era que uma aluna teria ido armada na escola com a promessa de fazer um massacre. A informação circulava entre os estudantes e gerou pânico. Logo que tomou conhecimento da história, a direção da unidade ligou para o 190. “Passamos um dia tranquilo, com homenagens a um aluno muito querido que faleceu por conta de uma enfermidade. De repente, no começo da noite, surgiu essa história. Encheu de polícia aqui, mas graças a Deus, os policiais fizeram buscas e não acharam nada, nem mesmo a suposta aluna. Foi apenas boato”, disse uma funcionária.

Segundo a Diretoria Regional de Ensino de Campinas, ao saber do episódio a direção da escola acionou a Polícia Militar. “As aulas ocorrem normalmente. Cabe reiterar que a Rede Estadual possui parceria com a Ronda Escolar da Polícia Militar para o policiamento no entorno das unidades. As escolas estão à disposição dos pais e alunos para quaisquer dúvidas ou esclarecimentos”, frisou em nota.

Em nota, a Secretaria de Segurança Pública (SSP) informou que desde o caso Suzano, a Polícia Militar intensificou as ações de policiamento preventivo já existentes no entorno do perímetro escolar. Além da Ronda Escolar, que já mantém contato com a direção dos estabelecimentos de ensino, os demais programas de patrulhamento como Rocam, Força Tática, radiopatrulhamento e comunitário também estão com a atenção voltada aos chamados por instituições de ensino. “A PM compareceu na escola citada, mas não confirmou a ameaça”, comentou.

Em Campinas, está foi a terceira vez que a PM foi acionada para verificar envolvimento de aluno com suposto massacre. Um dos casos aconteceu no mês passado em uma escola particular. Nos dois casos da rede pública, a polícia não identificou e nem localizou o suposto autor das ameaças. Já no caso da unidade particular, tratava de um garoto de 13 anos, que foi expulso da escola.

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Adagoberto F. Baptista