Publicado 18 de Maio de 2019 - 5h30

A Secretaria de Saúde de Campinas divulgou ontem novo balanço parcial da Campanha de Vacinação contra a Influenza 2019. Foram aplicadas 172.422 doses de vacina, o que representa uma cobertura vacinal de 63% dos grupos prioritários. Os dados são referentes ao período de 10 de abril, quando começou a campanha, até o dia 16 de maio. A campanha prossegue até o final do mês.A cobertura de 63% dos grupos prioritários em Campinas supera a média nacional da campanha de vacinação contra a gripe. Em todo o País, mais de 33 milhões de pessoas foram vacinadas, o que corresponde a 56% do público-alvo definido pelo Ministério da Saúde. O governo federal estabeleceu como meta vacinar 59,5 milhões de pessoas com a campanha. Os estados com maior cobertura até o momento são Amazonas (88,8%), Amapá (83,8%), Espírito Santo (69,4%), Alagoas (66,1%) e Rondônia (66%). A menor cobertura foi detectada nos estados do Rio de Janeiro (38,3%), do Acre (45%), de São Paulo (48,8%), do Pará (50%) e de Roraima (51,8%).Por grupo, a cobertura vacinal em Campinas atingiu 57% das crianças (41.516 doses); 49% dos trabalhadores de saúde (20.300 doses); 52% das gestantes (5.945 doses), 95% das puérperas (1.769 doses); 71% dos idosos (97.071 pessoas) e 62% dos professores (5.821 doses). Para os pacientes com doenças crônicas não transmissíveis e em condições clínicas especiais foram aplicadas 45.360. Vale ressaltar que este último grupo não entra na contagem da cobertura vacinal.A campanha vai até o dia 31 de maio nos 66 centros de saúde do município. Os horários de cada unidade podem ser consultados no portal da Secretaria de Saúde. Em 2018, a cobertura da campanha de vacinação contra a gripe atingiu 86,26% do público-alvo, com 222.530 doses aplicadas.A Secretaria de Saúde aconselha que é importante que as pessoas que fazem parte dos grupos prioritários tomem a vacina o quanto antes para que seja iniciada a produção de anticorpos. A vacina protege contra as gripes A (H1N1 e H3N2) e B. Ela é formada por vírus inativados, fragmentada e purificados.A vacina não contém vírus vivos e não causa a doença. Mesmo quem já tenha tomado a vacina antes deve se vacinar, pois sua composição muda anualmente para proteger contra os subtipos do vírus da gripe que mais circulam.Morador de rua

Entre os dias 6 e 11 de maio, 668 pessoas, entre pessoas em situação de rua e trabalhadores da saúde que atuam com esse público, receberam a vacina contra a gripe. Este é o quinto ano consecutivo que a vacina é aplicada nesse público. A ação faz parte de um trabalho intersetorial do Consultório na Rua (CnaR) realizado pelo serviço de Saúde Dr. Cândido Ferreira. Esta intersetorialidade também é proposta no Plano Municipal de Atenção à População em Situação de Rua. A equipe também passou por três equipamentos da saúde pública: CAPs AD Reviver e CAPs IJ Carretel e pela Casa da Gestante, além de vários locais conhecidos pelo Consultório onde há concentração de população em situação de rua como Largo do Pará; Mercadão; Terminal Central; região da Fepasa (Costa Aguiar e Camelôs); Paranapanema; Via Norte e Jardim Eulina.

Baixa cobertura pode gerar superlotação de hospitais

O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, disse que a baixa adesão à campanha nacional contra a gripe pode comprometer o sistema de hospitais públicos em alguns meses. De acordo com o ministro, a gripe pode agravar outras doenças e levar a um grande número de internações.

Segundo Mandetta, um dos casos mais preocupantes é do Rio de Janeiro, que tem o menor índice de vacinação do País (38,2% de adesão). “Nós temos muita tuberculose no Rio de Janeiro, números altíssimos, e se você não vacina contra a gripe, essas pessoas são imunossuprimidas e é muito provável que a gente tenha em junho, julho e agosto quadros de pneumonia em cima de quadros de tuberculose. Vai haver uma pressão por leitos de UTI e não vai ter”, disse.

De acordo com Mandetta, o Ministério da Saúde traçou sua estratégia e identificou os estados com mais fragilidade para se fazer a campanha. O próprio Rio de Janeiro foi escolhido como local de lançamento da campanha. “A gente tem chamado a atenção, pedido (para que as pessoas se vacinem), mas isso é a estratégia de cada cidade, de cada comunidade. As comunidades precisam se organizar. O que o governo federal faz é levar a mensagem. Agora o que precisa é as pessoas terem atitude e procurarem [os postos de vacinação] porque é um ato voluntário”, disse. (Agência Brasil)