Publicado 23 de Maio de 2019 - 9h00

Por AFP

A justiça europeia rejeitou um recurso da líder da extrema direita francesa Marine Le Pen contra o reembolso de quase 300.000 euros ao Parlamento Europeu pelo emprego fantasma de uma assessora quando era eurodeputada.O Tribunal de Justiça da União Europeia (TJUE) rejeitou na terça-feira o recurso de Le Pen contra uma decisão de junho de 2018, encerrando assim o processo judicial."Eu avisei que não perdoariam nada (...) Nossa resposta a essas manobras será refletida nas urnas", reagiu Le Pen, cujo partido concorre às eleições europeias esta semana.A presidente do partido Rassemblement National (ex-Frente Nacional) havia solicitado a anulação da decisão europeia que a obrigava a devolver 300.000 euros em um caso que também é investigado pela justiça francesa.Na decisão de 2018, os magistrados estimaram que Marine Le Pen "não foi capaz de provar que sua assistente exercia tarefas reais para ela".O caso diz respeito ao emprego de Catherine Griset como assistente parlamentar do final de 2010 até o início de 2016. Chefe de gabinete de Marine Le Pen desde 2015, ela é atualmente a número 10 do seu partido nas eleições europeias.Em um caso semelhante, a Eurocâmara exigiu o reembolso de 40.000 euros da contratação de um guarda-costas como assistente. Em ambos os casos, a instituição baseou-se numa investigação do escritório antifraude da UE, o OLAF.Antes de Le Pen deixar o cargo de eurodeputada em 2017, o Parlamento Europeu conseguiu reter 60 mil euros do seu salário, de acordo com uma fonte parlamentar. Para recuperar o restante, a instituição aguardava o resultado do processo na justiça europeia.mla-tjc/al/mr

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