Publicado 12 de Maio de 2019 - 13h30

Por AFP

O grupo químico alemão Bayer, proprietário da Monsanto desde 2018, apresentou desculpas neste domingo porque sua subsidiária investigou ilegalmente políticos, jornalistas e cientistas franceses a respeito de suas posições em relação a organismos geneticamente modificados (OGMs). Não constam nesses arquivos apenas os posicionamentos das centenas de pessoas investigadas sobre pesticidas, a Monsanto e OGMs, mas também relatos sobre seus hobbies, sua capacidade de serem influenciados, endereços pessoais e telefones, de acordo com uma investigação da imprensa. "Após uma primeira análise, entendemos que este projeto causou preocupação e críticas, não é a maneira que Bayer tentaria dialogar com os diferentes grupos de interesse e a sociedade, e consequentemente apresentamos nossas desculpas", escreveu o grupo alemão em um comunicado.A Bayer anunciou que vai encarregar um escritório de advocacia de investigar o caso em todos os seus detalhes e comunicar a todas as pessoas afetadas as informações coletadas. A companhia também disse que vai cooperar com as autoridades judiciais francesas, que abriram uma investigação sobre as suspeitas de investigações ilegais por parte da gigante americana Monsanto.A Monsanto teria encomendando este material à agência de comunicação Fleishman Hillard, que compilou informações de centenas de políticos, cientistas e jornalistas, entre eles quatro da AFP.Uma tabela destaca 74 "alvos prioritários" divididos em quatro grupos: os "aliados", os "aliados potenciais para recrutar", as personalidades "para educar" e aqueles "para observar". ylf/al/mb/age/ll

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