Publicado 12 de Maio de 2019 - 10h40

Por AFP

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, declarou neste domingo (12) que vai pedir ao presidente Reuven Rivlin mais tempo para formar um novo governo de coalizão, citando feriados e o agravamento da situação na Faixa de Gaza.O Likud (direita) de Netanyahu conquistou 35 dos 120 assentos nas eleições gerais de 9 de abril. A maioria dos líderes partidários recomendou o primeiro-ministro para formar a próxima coalizão.Em 17 de abril, Rivlin confiou oficialmente a Netanyahu essa missão, que, de acordo com a lei, deve ocorrer dentro de 28 dias. Mas um prazo adicional de 14 dias deve ser automaticamente concedido se solicitado."Como no passado (...), pretendo buscar uma extensão do presidente", disse Benjamin Netanyahu, antes do conselho de ministros."Tal extensão é necessária por causa de um problema de tempo resultante de muitos eventos: Páscoa, os Dias de Recordação do Holocausto e de memória dos soldados, o Dia da Independência e os eventos de segurança ao redor na Faixa de Gaza", explicou.Em 4 de maio, o Hamas e a Jihad Islâmica, que controlam Gaza, dispararam centenas de foguetes contra Israel. O exército respondeu bombardeando dezenas de alvos em Gaza. Quatro civis israelenses e 25 palestinos, combatentes e civis, morreram.Netanyahu já realizou reuniões com os líderes dos partidos que devem se juntar à sua coalizão.Mas as negociações para a distribuição dos ministérios devem durar até o final do período autorizado.A próxima coalizão deverá ser apoiada pelos dois partidos judeus ultra-ortodoxos, a União da Direita (nacionalista-religioso) e o partido nacionalista laico Israel Beitei de Avigdor Lieberman, e pelo partido de centro-direita Kulanu, totalizando 65 deputados contando com os 35 do Likud.Ao mesmo tempo, o ministério da Justiça disse que os advogados de Benjamin Netanyahu estavam negociando a data da audiência do primeiro-ministro. O procurador-geral de Israel marcou para 10 de julho o prazo final para ouvir Netanyahu antes de decidir se o acusará de três casos de suposta corrupção. jjm/mib/gk/mr

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