Publicado 23 de Maio de 2019 - 12h50

Por Da TV Press

Personagem de Juliana Paes foge para São Paulo para recomeçar a vida

Divulgação

Personagem de Juliana Paes foge para São Paulo para recomeçar a vida

A literatura clássica é fonte inesgotável de inspiração para as mais diversas novelas. Walcyr Carrasco que o diga. Escritor e amante de literatura, o autor, ao longo de seus diversos folhetins, passeou por importantes obras consagradas mundialmente, como A Megera Domada, de William Shakespeare, e O Conde de Monte Cristo, de Alexandre Dumas. Em A Dona do Pedaço, trama das nove que estreou no dia 20, Carrasco revisita o dramaturgo inglês.

Os protagonistas Maria da Paz e Amadeu, interpretados por Juliana Paes e Marco Palmeira, vivem um grande amor, mas precisam lidar com a rivalidade histórica de suas famílias. Assim como ocorreu com os jovens Romeu e Julieta. “A Dona do Pedaço é uma novela que fala de coragem e esperança. Acredito que as pessoas possam subir na vida utilizando aquilo que já sabem, um dom, e a vontade de lutar e trabalhar. A novela fala da certeza de que todos podem encontrar seu lugar no mundo”, defende Carrasco.

Dividida em um prólogo e duas fases, a novela conta a história de Maria da Paz. Mulher simples, ela nasceu e cresceu na cidade fictícia de Rio Vermelho, no interior do Espírito Santo. Jovem humilde, a personagem vem de uma família de justiceiros profissionais, os Ramirez, e se apaixona por Amadeu, advogado formado em Vitória e membro da principal família rival nos negócios, os Matheus. Uma tragédia no dia do casamento os afasta e os faz acreditar que o outro está morto. “A Maria da Paz quer viver esse amor e propõem um pacto de paz entre as famílias. Mas esse pacto não se concretiza.

A partir daí, ela passa por poucas e boas. Tem de fugir para São Paulo porque está jurada de morte”, explica Juliana. Com passagem de tempo de cerca de duas décadas, a trama se desenvolve, em dias atuais, em São Paulo, onde Maria da Paz construiu fortuna com os bolos que aprendeu a fazer ainda criança, tornando-se uma bem-sucedida empresária no ramo da confeitaria. “A única coisa que ela sabia fazer era bolo, que aprendeu com a avó. Começa vendendo bolo na rua em uma carrocinha, depois em uma portinha de garagem e, então, a coisa começa a dar certo. Ela tem esse jeito doce, generoso e amoroso com as pessoas e coloca tudo isso nos bolos. Existe um pouco de lúdico nessa história”, aponta.

Depois de levar um tiro misterioso durante seu casamento com Maria da Paz, Amadeu deixa Rio Vermelho entre a vida e a morte. Levado às pressas para um hospital em Vitória, ele chega a ser internado na UTI. A recuperação improvável acontece, mas ele é informado de que pode não voltar a andar e, ao receber alta, passa a depender de uma cadeira de rodas. Em uma tentativa de garantir a plena recuperação do filho, Nilda, papel de Jussara Freire, monta um quarto com toda a estrutura hospitalar na casa de campo da família.

Ela também contrata a fisioterapeuta Gilda, vivida por Heloísa Jorge, para acompanhar o tratamento dele. Ao longo do processo de recuperação, Gilda e Amadeu se aproximam e ele decide refazer a vida ao lado da profissional. “Quando fui agradecer ao Walcyr Carrasco por ter me dado esse mocinho, ele disse ‘calma, tudo pode acontecer’. E acho que isso é o mais bacana nessa novela: saber que tudo pode acontecer”, vibra Palmeira.

Carrasco gosta de destacar a força do feminino em suas tramas. Por isso mesmo, A Dona do Pedaço conta com inúmeras mulheres fortes e que movem o enredo, como é caso de Juliana Paes e Fernanda Montenegro, que interpretam Maria da Paz e Dulce. Uma das poucas diretoras artísticas da Globo, Amora Mautner também está acostumada a lidar com histórias comandadas por mulheres.

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