Publicado 23 de Maio de 2019 - 10h26

Por Da Agência Anhanguera

A demora no atendimento na Rede Mário Gatti é um sofrimento recorrente na vida dos pacientes

Denny Cesare/AAN

A demora no atendimento na Rede Mário Gatti é um sofrimento recorrente na vida dos pacientes

A Rede Mário Gatti de Urgência e Emergência — que inclui os hospitais Mário Gatti e Ouro Verde, o Samu, a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) São José e os Pronto Atendimentos (PAs) Campo Grande e Anchieta — anunciou ontem 14 mudanças de procedimentos, numa tentativa de enfrentar o problema crônico das longas esperas para atendimento — que em situações excepcionais podem chegar a quatro ou cinco horas. A Rede atende cerca de 60 mil consultas por mês.

Entre essas medidas, a Rede promete implantar um sistema que vai reservar espaço exclusivo nessas unidades, para atendimento de pacientes com quadro clínico de menor gravidade ou enfermidade menos complexa. Também haverá uma porta extra para atendimento de pacientes ortopédicos. Foi criado um sistema de atalho para atendimento de pacientes que necessitam de exames de imagem ou laboratoriais. Segundo o presidente da Rede, Marcos Pimenta, algumas dessas medidas devem entrar em vigor ainda esta semana. Ele diz que num primeiro momento haverá realocação de pessoal, mas para atender às novas atribuições, ele prepara a contratação de profissionais de saúde em caráter temporário.

Marcos Pimenta disse ontem que levantamento interno mostrou que entre 40% e 45% dos pacientes que procuram assistência nessas unidades são classificados como Verdes ou Azuis, ou seja, são pacientes de menor gravidade. Por conta disso, não são priorizados no atendimento e acabam enfrentando longos períodos espera, segundo ele próprio reconhece.

“Diante disso, decidimos designar espaços físicos e equipes específicas nos Pronto-Socorros só para atendimento de pacientes de menor gravidade, no que chamamos de salas de atendimento rápido”, revelou Pimenta. Ele diz que a demanda é que vai definir o número de salas ou equipes a serem disponibilizadas para esse fim.

Pimenta diz que será criada também uma porta extra para os atendimentos dos chamados traumas ortopédicos. “Assim, quando identificados, estes pacientes não necessitarão passar pela avaliação dos clínicos emergencistas para depois serem encaminhados aos ortopedistas”, conta ele.

Outra mudança vai se dar no sistema batizado de interconsultas com especialistas. “Em muitos casos são solicitadas pelos clínicos emergencistas de plantão interconsultas de avaliação com as equipes de especialidades médicas que ficam de retaguarda (Neurologia, Cirurgia Geral, Urologia, entre outros), fazendo com que os pacientes aguardem esta avaliação para serem medicados ou orientados”, conta. “Este processo de interconsultas com especialistas será reavaliado para estabelecer maior agilidade, bem como a criação de espaço específico para estes atendimentos, evitando que sejam utilizadas as salas dos emergencistas clínicos.”

Situação semelhante vai ocorrer com os exames laboratoriais. Haverá alteração no fluxo de coleta desses exames pelos profissionauis de Pronto Socorro, com equipes específicas para esse fim.

Será alterado também o fluxo de emissão de laudos de exames laboratoriais e de imagem (raio x, tomografia e ressonância) provenientes dos atendimentos, para todas Unidades, que passarão a ser disponibilizados em caixa de mensagem específica aos profissionais solicitantes, evitando que os pacientes fiquem aguardando reavaliação, mesmo tendo o resultado já emitido.

Segundo o plano serão estabelecidos ainda novos processos de avaliação de priorização de internação de pacientes via pronto socorros, PAs e UPA, com protocolos mais ágeis junto a Regulação de Leitos Municipal e CROSS - Central de Regulação de Ofertas de Serviços de Saúde do Estado. "A idéia é fazer uma redistribuição de internação de casos de menor complexidade para Hospitais de retaguarda conveniados", diz Marcos Pimenta.

Contratações

Pimenta diz que para atender às novas atribuições e diante da crescente demanda pelos serviços e a perda de grande número de funcionários devidos exonerações e aposentadorias, o Executivo finaliza um projeto de lei que vai permitir à Rede contratar funcionários (em especial equipes assistenciais) de maneira temporária e em caráter emergencial, até que seja concluída uma legislação esdpecífica para lançamento de um concurso público.

O presidente da Rede diz que deverá ser priorizada a implantação de um sistema de controle de ponto eletrônico por biometria nos PAs, UPA e SAMU, tal qual já existente no Hospital Mario Gatti.

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