Publicado 23 de Maio de 2019 - 10h06

Por Francisco Lima Neto

A Ponte Estaiada, que custou R$ 77.604.501,18 milhões, é a maior do gênero no Interior e a primeira da RMC

Denny Cesare/AAN

A Ponte Estaiada, que custou R$ 77.604.501,18 milhões, é a maior do gênero no Interior e a primeira da RMC

Com atraso, a Ponte da Esperança, mais conhecida como Ponte Estaiada, em Hortolândia, vai ser inaugurada no próximo domingo. As obras começaram em 2012, ficaram paralisadas entre 2015 e 2017, e tiveram o custo total de R$ 77.604.501,18 milhões.

A ponte foi construída pela Prefeitura para integrar as regiões Leste (Jd. Novo Ângulo) e Oeste (Jd. Amanda) de Hortolândia. Tem 700 metros de extensão e está localizada entre o Jd. Santa Rita de Cássia e o Jd. Novo Ângulo. É a primeira ponte modelo estaiada da Região Metropolitana e Campinas (RMC) e a maior do Interior paulista, com 180 metros de vão sob a base, composta por 16 pares de cabos de aço, os estais, ligados a um mastro de 75 metros de altura.

A Ponte Estaiada foi construída pela Prefeitura, com parte de recursos de financiamento internacional, junto ao banco venezuelano Cooperação Andina de Fomento (CAF), no valor de U$ 44 milhões. O valor total da ponte foi de R$ 77.604.501,18. Além da obra estrutural, a Prefeitura construiu a cabeceira no acesso pelo Jd. Santa Rita de Cássia, obra teve custo de R$ 3.164.910,27, de recursos próprios.

A obra ficou paralisada de 2015 a 2017. Segundo a Administração, ao assumir em 2017, Perugini procurou o então governador do Estado, Geraldo Alckmin, para articular a retomada do corredor que ligará Campinas a Santa Bárbara d´Oeste.

A Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos (EMTU) atendeu ao pedido do prefeito e agilizou a obra: fez a cabeceira da ponte sentido Novo Ângulo, abriu uma avenida projetada da ponte até a avenida Antônio da Costa Santos, no Jd. Nova América, asfaltou e sinalizou a base da Ponte da Esperança e construiu estações de embarque neste trajeto. O Estado também fez a ligação da avenida Olívio Franceschini até a ponte, cruzando a avenida da Emancipação. Já a Prefeitura construiu a cabeceira da estrutura pelo Jd. Santa Rita de Cássia.

Depois de inaugurada, a Ponte da Esperança vai facilitar o transporte de passageiros entre os bairros de Hortolândia, além de promover a integração regional da cidade: quando o Corredor Metropolitano estiver pronto, a ligação entre Americana, Santa Bárbara D’Oeste, Nova Odessa, Sumaré, Hortolândia e Campinas será por este trajeto, quase que em linha reta, o que colocará a ponte como estratégica neste corredor expresso de ônibus.

Para viabilizar o Corredor Metropolitano, a EMTU prossegue com as obras no Jd. Nova América, de onde o traçado seguirá pelo Parque Peron, Chácaras Nova Boa Vista, até a Rodovia Jornalista Francisco Aguirre de Proença (SP-101), onde a concessionária Rodovias do Tietê construirá uma alça de acesso.

O prefeito demonstrou satisfação em poder inaugurar a obra iniciada em seu mandato anterior. “Meu sentimento é de realização. Há algumas décadas sonhamos com uma nova cidade. Fizemos da participação popular uma ferramenta para a conquista de infraestrutura básica, como abastecimento de água, rede de esgoto, asfalto, saúde, educação, segurança. Hoje, com a inauguração da Ponte da Esperança, que é parte do Corredor Metropolitano (que integra Campinas até Santa Bárbara d´Oeste), concretizamos uma obra que nos liga ao futuro, tão grande é o simbolismo que essa obra de arte representa para Hortolândia e a Região Metropolitana de Campinas”, disse Perugini.

SAIBA MAIS

Ponte da Esperança

180m de vão

700m de extensão

75m de altura

16,9m de largura

16 pares de cabos de aços

90 luminárias LED

700m de ciclovia e pista de caminhada

Capacidade de fluxo de 2,4 mil veículos por hora

Aguapés tomam conta de lagoa

A lagoa do Parque Ambiental Remanso das Águas, que passa embaixo da ponte, está coberta de aguapés. As plantas aquáticas tomam a área desde o ano passado. Para piorar, a solução não deve chegar tão rapidamente. Em dezembro do ano passado, a Prefeitura de Hortolândia informou que uma licitação seria aberta até março deste ano para contratar uma empresa que alugue o maquinário necessário para limpeza da lagoa. No entanto, vencido o prazo, nada foi feito ainda e não foi informado o motivo. A Prefeitura respondeu apenas que realizará o desassoreamento da lagoa com recursos do Programa de Incentivo ao Crescimento (PIC), financiado pelo Banco Corporação Andina de Fomento (CAF). "A Administração prepara o projeto para abrir licitação e contratar o serviço", informou.

Escrito por:

Francisco Lima Neto