Publicado 18 de Abril de 2019 - 9h17

Por Adagoberto F. Baptista

Alenita Ramirez

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Foto: Divulgação Matheus

Os patinetes elétrico de uso coletivo da empresa Grin, que integram o serviço de compartilhamento por aplicativo em bairros como Cambuí, Taquaral e Barão Geraldo, em Campinas, já estão na mira de usuários de drogas. Em menos de dois meses de funcionamento, um patinete quase foi levado por um desempregado de 41 anos, no último dia 15. O equipamento foi achado no bairro São Fernando, após um morador acionar a Polícia Militar (PM). Jaime Menezes da Silva tentava vender o aparelho por R$ 20. Ao ser abordado, ele alegou que queria comprar crack. Silva tem diversas passagens criminal, inclusive por tráfico.

Apesar de a empresa não confirmar o número de patinetes disponibilizados no serviço, os estabelecimentos credenciados calculam a existência de cerca de 500 aparelhos que ficam distribuídos em diversos pontos localizados em uma área de abrangência monitorada por GPS. Esta área fica no “miolo” da rota das avenidas: Anchieta, Moraes Salles, José de Souza Campos (Norte-Sul), Doutor Heitor Penteado (Lagoa do Taquaral) e Orosimbo Maia.

Os patinetes não precisam de estação para serem deixados. O usuário que desejar alugar um patinete elétrico precisa baixar o aplicativo da empresa no celular e possuir uma rede de internet conectada. Através dele é possível rastrear qual o ponto mais próximo de compartilhamento.

Também é necessário que o usuário possua créditos no aplicativo. Para 15 minutos de uso, é cobrada a tarifa de R$1,50, além de R$3 para destravar o equipamento. Em seguida, o usuário faz a leitura do QR Code, que destrava o equipamento e pode iniciar a utilização.

No término da viagem, basta estacioná-lo corretamente sem que o objeto atrapalhe os pedestres que circulam no local. No entanto, a corrida deve ser encerrada no aplicativo.

Pelo regulamento da empresa, o usuário não pode sair da rota e caso saia, é aplicado uma multa de R$ 30. Além disso, o sistema de GPS trava o equipamento.

O furto aconteceu na noite da última segunda-feira, no bairro Cambuí. Segundo a polícia, Silva confessou que é usuário de crack e queria vender ou trocar o patinete pela droga.

A empresa foi acionada por investigadores do 10º Distrito Policial (DP), responsável pela região do São Fernando, que devolveram o patinete.

Por nota, a empresa informou que não comenta a respeito de furtos de seus equipamentos e tampouco divulga o número de aparelhos que existem na cidade por uma questão de estratégia. No entanto, logistas e empresários do bairro Cambuí, credenciados ao sistema, acreditam que os furtos de patinetes são raros, já que o sistema de monitoramento da empresa é seguro e, além disso, quando o objeto sai da rota, é emitido um alerta.

No caso deste furto, a reportagem apurou que a Grin tomou conhecimento do crime após ser acionada pela Polícia Civil.

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Adagoberto F. Baptista