Publicado 17 de Abril de 2019 - 19h26

Por Carlos Augusto Rodrigues da Silva

Carlos Rodrigues

Da Agência Anhanguera

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Desde o mês passado, o processo que envolve a venda do Estádio Brinco de Ouro para a Magnum e o pagamento das dívidas trabalhistas do Guarani têm um novo responsável. Substituto da Drª Ana Cláudia Torres Vianna, o juiz Rafael de Almeida Martins acompanha atentamente o caso. Em entrevista ao Correio Popular, o magistrado comentou sobre o andamento da situação e levantou a hipótese de nomear um administrador judicial para acompanhar o dia a dia do clube.

Martins já trabalhava em conjunto com a antiga titular do caso e inclusive chegou a substituí-la em algumas audiências.

“De fato é um caso complexo, que gera grande grande repercussão, mas que foi fui muito bem conduzido pela Drª Ana. Ela conseguiu a manutenção do clube e quitação de vários processos trabalhistas. Minha ideia é dar continuidade a esse trabalho”, comentou.

Uma das primeiras decisões do magistrado foi dar um despacho solicitando que um perito atualize todo o quadro que envolve as dívidas do clube. Caso o Bugre não apresente um plano de ação satisfatório, existe a possibilidade da nomeação de um administrador judicial, o que não agrada ao Conselho de Administração.

“O presidente Palmeron esteve diversas vezes comigo. Esse ano compareceu aqui preocupado com a possibilidade dessa nomeação. O clube tem receio de que um eventual administrador possa prejudicar a manutenção do clube da forma que vem ocorrendo”, explicou o juiz. “É um processo que está sob análise e o perito e o Guarani ainda não se manifestar. É complicado comentar esse tipo de coisa, mas uma das ideias era o administrador pra me ajudar a conduzir o caso. Não sei se é viável, por isso pedi ao clube para me apresentar uma forma de pagamento para que eu não precise partir para isso. Pode vir a causar transtornos desnecessários a um trabalho que vem sendo bem conduzido”.

Sobre o atual estágio das dívidas, o Dr. Rafael Martins explicou que em relação ao acordo feito em 2014, os créditos estão bem reduzidos. “A coletivização vem desde 2015. Existiam mais de 200 reclamantes com dívida de aproximadamente R$ 44 milhões, sendo quase R$ 20 milhões trabalhistas. Está demorando, mas está sendo pago. Aproximadamente R$ 250 mil entram todo mês para quitar créditos trabalhistas. Nessa toada, em dez meses quitaríamos o quadro atual. Existem novos quadros a serem montados, mas com número reduzido de reclamações”.

Sobre o processo urbanístico protolocado pela Magnum há cerca de 15 dias, o juiz disse entender que esse é um direito da empresa como proprietária da área, mas reafirmou que o acordo feito na justiça será cumprido. Ou seja, o Guarani só deixa o Brinco de Ouro quando tiver uma nova arena, clube social e centro de treinamento.

“Há uma decisão judicial transitada em julgado em que ela (Magnum) só pode tomar posse do local quando terminar o projeto da arena Guarani. Entendo a preocupação dos torcedores, mas não é assim que funciona. Se houver descumprimento da decisão judicial, a Justiça do Trabalho atuará.

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Carlos Augusto Rodrigues da Silva