Publicado 05 de Abril de 2019 - 18h42

Por Adagoberto F. Baptista

Francisco Lima Neto

Da Agência Anhanguera

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Cheiro de esgoto e descarte irregular incomoda na Orosimbo Maia

A situação do Córrego que cruza a Avenida Orosimbo Maia, na região Central de Campinas não é das melhores e tem incomodado as pessoas que transitam pelo local. O acúmulo de lixo e possíveis dejetos têm causado um cheiro de esgoto insuportável. Quem mais sofre com o problema são as pessoas que utilizam as paradas de ônibus da região.

A equipe do Correio Popular percorreu o local e constatou a situação ao longo do trecho entre a Avenida Anchieta e a Avenida Francisco Glicério. Muitas pessoas abordaram a equipe para reclamar do mau cheiro.

A atendente Ruti dos Santos Nascimento, 29, trabalha em uma banca de salgados na Avenida Orosimbo Maia há cinco anos e diz que sempre foi assim. “Tem dia que o sol esquenta e o cheiro aumenta muito. Quando chove diminui o cheiro ruim. To aqui há cinco anos e sempre foi assim”, relata.

A auxiliar de limpeza, Luiza da Silva, 54, todos os dias espera o ônibus na parada que fica na altura da Rua Barata Ribeiro e sofre constantemente. Para tentar amenizar a situação ela usa a manga da roupa ou algum outro tecido para tapar o nariz. “Esse fedor é horrível. Tem uns cinco anos que pego ônibus aqui e sempre foi assim. É uma situação horrível. Não adianta falar e pedir nada para a prefeitura porque não fazem nada”, reclama.

“Sempre pego ônibus aqui e sempre é assim. Queria que tirassem o cheiro, que é muito desagradável. Pode ter bactéria, não sei”, aponta Ana Eva, 39.

O estudante de engenharia, Rhyan Stolze, 23, é outro que sempre passa pela região e confirma a situação desagradável. “É um fedor constante e muita sujeira. Eu acho um descaso da Prefeitura. É um descaso até com a saúde das pessoas, porque isso afeta. Aqui é cheio de ratos”, afirma.

Stolze gostaria que a realidade fosse diferente. “Era para ser um rio bonito, um lugar para aliviar o stress, Mas encontra esse lixo. Tem que despoluir. A natureza é um patrimônio nosso. O cuidado é um dever da Prefeitura e das pessoas também. Certeza que é esgoto clandestino e dejeto humano que está causando isso”, avalia.

A Secretaria de Serviços Públicos informou que está ciente da situação e programou a retirada desses resíduos do córrego até quinta-feira da próxima semana. “A manutenção de córregos, bocas-de-lobo e galerias pluviais é feita constantemente. Esse descarte é irregular, por isso é fundamental que a população tenha consciência e não jogue resíduos em locais que não são para essa finalidade, como córregos”, explica.

De acordo com a Administração, o lixo que se acumula nos córregos pode dificultar o fluxo do leito e o escoamento da água da chuva.

A secretaria ressaltou que além de coleta de lixo domiciliar, Campinas dispõe de ecopontos, nos quais o descarte de materiais diversos, como colchões, recicláveis, entre outros, pode ser feito gratuitamente. Os endereços dos ecopontos podem ser consultados no http://www.campinas.sp.gov.br/governo/servicos-publicos/ecopontos/index.php.

“Quem for flagrado despejando lixo de forma irregular pode ser multado. A multa é de cerca de R$ 750 para cada tonelada recolhida. A população pode colaborar e denunciar os infratores por meio dos telefones 156 ou 153, da Guarda Municipal”, conclui.

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Adagoberto F. Baptista