Publicado 17 de Abril de 2019 - 20h30

Por AFP

O presidente Nicolás Maduro classificou de "ilegais e imorais" as sanções contra o Banco Central da Venezuela anunciadas nesta quarta-feira pelos Estados Unidos para pressionar sua saída do poder."Hoje voltaram a tomar um conjunto de sanções unilaterais totalmente ilegais e imorais, agora contra uma instituição que é sagrada como o Banco Central da Venezuela", afirmou Maduro em um ato televisionado.Washington anunciou que proibirá as transações dos EUA com o banco venezuelano.O assessor de segurança nacional dos EUA, John Bolton, disse que as sanções buscam "reverter as consequências das políticas desastrosas da era Obama e acabar com a glorificação do socialismo e do comunismo"."Deixe-me dizer-lhe, senhor imperialista John Bolton, que suas sanções nos dão mais força", disse Maduro, cujo governo enfrenta sérios problemas de liquidez devido às medidas punitivas do governo de Donald Trump.O líder socialista disse que o BCV se defenderá "com a lei nas mãos".Seu governo também está sujeito a restrições para acessar fundos venezuelanos em bancos europeus, e a partir de 28 de abril enfrentará um embargo de petróleo dos Estados Unidos, que não reconhece Maduro como presidente.Maduro exigiu de Trump "todo o dinheiro, os 30 bilhões de dólares que ele roubou do povo da Venezuela" por meio de sanções.

Escrito por:

AFP