Publicado 05 de Abril de 2019 - 19h00

Por AFP

A James Foley Foundation, batizada em homenagem a um jornalista americano assassinado pelo grupo Estado Islâmico (IS), decidiu na último hora privar o secretário de Estado Mike Pompeo de um prêmio de prestígio, por causa da atitude de Washington em relação ao assassinato de Jamal Khashoggi na Turquia.O chanceler americano foi escolhido para receber a recompensa atribuída anualmente a um eminente defensor da causa dos reféns.A fundação criada pela mãe de Foley, que foi decapitado pela EI em 2014 depois de ser mantido como refém, mudou de posição e retirou o convite para Pompeo para a cerimônia realizada em 2 de abril.Nos últimos dias, a mídia e o próprio Pompeo disseram que a organização estava sofrendo pressões."Parece que alguns meios que financia o evento, patrocinadores do evento, disseram: 'se Pompeo estiver aqui, não iremos', disse o secretário de Estado à Fox News na sexta-feira. "É triste ... o retorno dos reféns não é uma questão partidária", disse ele.Em um comunicado também divulgado na sexta-feira pela fundação explicou que mudou sua postura porque o governo americano "não pressionou para que o governo saudita preste realmente contas sobre o brutal assassinato de Jamal Khashoggi".O ex-colaborador do Washington Post foi morto em outubro passado por um grupo de agentes que chegaram de Riad no consulado saudita em Istambul, na Turquia.Mas, apesar de o Senado ter denunciado a responsabilidade do príncipe herdeiro saudita Mohammed bin Salman, o governo de Donald Trump, com Pompeo à frente, estimou que faltavam elementos suficientes para acusar os condutores da monarquia."Além da ação para o retorno de reféns americanos mantidos no exterior, a proteção da liberdade de expressão e a promoção da segurança dos jornalistas são pilares de nossa fundação e essa recompensa estaria em conflito com esses princípios-chave", explicou a organização em sua declaração.fff/sdu/dg/llu/cc

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