Publicado 05 de Abril de 2019 - 16h10

Por AFP

David Malpass, alto funcionário do Departamento do Tesouro americano, foi oficialmente nomeado presidente do Banco Mundial (BM) nesta sexta-feira (5), para um mandato de cinco anos que terá início na semana que vem. A eleição de Malpass, que era candidato único, foi um processo "aberto e transparente", segundo nota divulgada pelo banco."O processo foi seguido por uma entrevista exaustiva com o senhor Malpass pelos diretores executivos", disse a agência. Malpass, de 63 anos, era até agora subsecretário do Departamento do Tesouro dos EUA encarregado dos Assuntos Internacionais e fiel ao presidente Donald Trump, acompanhando-o desde o início de sua campanha eleitoral. O Banco Mundial queria ratificar a nomeação de seu novo presidente antes da reunião do organismo que acontece na semana que vem em Washington. Malpass se tornou uma figura controversa depois que, em 2017, criticou instituições internacionais que classificou como desperdício, "não muito eficientes" e "frequentemente corruptas em suas práticas de crédito".Ele também se queixou do financiamento recebido por países como a China e outras nações ricas. Nos últimos tempos, suavizou sua mensagem, afirmando que está comprometido com a missão do banco de eliminar a pobreza extrema e que as reformas instauradas no ano passado corrigiram muitas das críticas que tinha feito. A presidência do BM, que tem sede em Washington, é geralmente atribuída a um americano, seguindo um um acordo tácito pelo qual, a direção do Fundo Monetário Internacional (FMI) geralmente é confiada a um europeu. - O único candidato -O economista teve uma longa carreira no Departamento do Tesouro durante as presidências de Ronald Reagan (1981-1989) e George H. W. Bush (1989-1993), mas também trabalhou no setor privado. Trabalhou por 15 anos no banco de investimentos Bear Stearns e por seis anos foi o economista-chefe da entidade, fechado após a crise dos "subprimes". Depois que a entidade entrou em colapso durante a crise de 2008, Malpass fundou sua própria consultoria."Nestes cargos, ele se concentrou em uma variedade de questões econômicas, orçamentárias e de política externa e na participação dos Estados Unidos em instituições multilaterais, incluindo o Banco Mundial", disse o Banco em um comunicado. Malpass foi o único candidato a participar da eleição, após a surpreendente renúncia de seu compatriota Jim Yong Kim, cuja candidatura foi promovida pelo ex-presidente dos EUA, Barack Obama. Nos últimos anos, os países emergentes tentaram transgredir as regras não escritas que regem as duas principais instituições financeiras internacionais baseadas em Washington. O Banco sublinhou que ouviu estas críticas e que agora o processo é mais aberto, no entanto, os poucos candidatos não americanos receberam pouco apoio dos grandes acionistas da entidade.

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