Publicado 27 de Março de 2019 - 20h10

Por Adagoberto F. Baptista

Foto: Arquivo

Henrique Hein

Da Agência Anhanguera

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O número de roubos e furtos de veículos em Campinas no primeiro bimestre de 2019 é o menor já registrado nos últimos 18 anos, segundo dados estatísticos divulgados nesta quarta-feira (27) pela Secretária de Segurança Pública (SSP) do Estado de São Paulo. Trata-se do melhor índice já computado pelo órgão, que começou a divulgar as informações em 2002. Ao todo, 393 roubos e 514 furtos foram praticados na cidade nos meses de janeiro e fevereiro deste ano.

Essa é a primeira vez que a taxa de roubos e de furtos fica abaixo das 400 e das 590 ocorrências, respectivamente. Na comparação ano a ano (2002 a 2019) o que se vê é uma diminuição gradativa no número de ocorrências em ambas as modalidades. Em 2002, por exemplo, a quantidade de veículos roubados na cidade era quase três vezes maior do que agora: 1.161 ocorrências contra as atuais 393. Em 2003, o número de furtos foi o maior em um primeiro bimestres: 1.028 casos. Passados quase duas décadas, a redução é de praticamente 50% na comparação com os dados de 2019 (514 furtos).

Segundo o investigador da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Campinas, Roney de Carvalho Barbosa Lima, a queda é fruto do trabalho da polícia civil. “Passamos a contar com um setor especializado para cuidar exclusivamente dos casos de furtos e roubos que acontecem no município. Além disso, temos nos organizado melhor para desmantelar crimes em lojas e autopeças”, disse. “As novas câmeras inteligentes que a Prefeitura instalou em alguns pontos da cidade também nos deram um upgrade excelente. Não é por acaso que os números vêm sofrendo quedas constantes”, afirmou.

Para o professor de direito da Pontifícia Universidade Católica (PUC) de Campinas, José Henrique Specie, o avanço da tecnologia e o sentimento crescente de insegurança da população ao longo da última década são alguns dos fatores que ajudam a explicar essa queda. “As ferramentas de combate ao crime que se têm hoje são inegavelmente muito mais eficientes e preparadas para inibir as ações criminosas do que as que se tinha no começo da década passada”, avaliou. “No entanto, é preciso entender também que nos últimos anos os brasileiros passaram a buscar alternativas de proteção contra a violência, como a implantação de dispositivo de segurança nos carros e a compra de imóveis em condomínios fechados”, ressaltou.

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Adagoberto F. Baptista