Publicado 21 de Fevereiro de 2019 - 17h31

Por Adagoberto F. Baptista

Alenita Ramirez

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Foto: Rubinho Queiroz

Um dos alvos de mandados de prisão na Operação Flak, deflagrada ontem pela Polícia Federal (PF) contra o tráfico internacional de drogas, é de Indaiatuba e não foi encontrado pelos policiais no apartamento dele, na Vila Castelo Branco. Eduardo André Melo é piloto de aeronaves e responsável por voos internacionais. Na casa dele, os policiais cumpriram apenas mandado de busco e apreensão. Como não foi achado, o piloto é considerado foragido.

Em 2018, investigações da PF culminaram na apreensão de submarino no Suriname. A Justiça do Tocantins quem expediu o mandado de prisão. Pelas apurações, Melo costumava a fazer rotas em que sua aeronave não era capturada pelos radares. Ainda segundo as investigações, Melo faz parte de uma quadrilha especializada em transportar drogas da Colômbia e da Venezuela para o Brasil, Estados Unidos e Europa.

O grupo teria transportado ao menos nove toneladas de cocaína entre os anos de 2017 e 2018, em 23 voos que carregavam 400 quilos do entorpecente, totalizando mais de nove toneladas.

Melo era piloto comercial e as investigações apontam que ele era contratado por líderes da organização criminosa para pilotar os aviões modificados para levar mais entorpecentes e ter mais autonomia de voo.

Em 2017, uma aeronave foi apreendida na Guiana e dentro dela havia documentos que remetiam ao piloto de Indaiatuba, e também de outras pessoas, inclusive colombianos que estariam também envolvidos no tráfico.

Melo chegou a dizer à Polícia do Tocantins que o avião havia sido furtado, e que ele estava pescando na hora, mas sem os documentos dele.

Foram expedidos 54 mandados de prisão e 81 mandados de busca e apreensão, nos estados de Tocantins, Goiás, Paraná, Pará, Roraima, São Paulo, Ceará e no Distrito Federal, todos expedidos pela 4ª Vara Federal de Palmas. Segundo a PF, a operação envolveu mais de 400 policiais federais. A ação contou com o apoio da Força Aérea Brasileira (FAB) e do Grupamento de Rádio Patrulha Aérea da Polícia Militar de Goiás (GRAER/PMGO).

A PF ainda pediu para a Justiça Federal e foi deferido o bloqueio de contas bancárias de aproximadamente 100 pessoas e empresas envolvidas, a apreensão de 47 aeronaves, o sequestro de 13 fazendas com mais de 10 mil cabeças de gado bovino e a inclusão de seis pessoas no Sistema de Difusão Vermelha da Interpol.

Os investigados devem responder, na medida de suas participações, por tráfico transnacional de drogas, associação para o tráfico, financiamento ao tráfico, organização criminosa, lavagem de dinheiro e atentado contra a segurança do transporte aéreo.

O termo “Flak” faz alusão a uma expressão utilizada pelos países aliados durante a Segunda Guerra Mundial para se referirem à artilharia antiaérea alemã. (Com informações do Setor de Comunicação da PF)

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Adagoberto F. Baptista