Publicado 20 de Fevereiro de 2019 - 16h08

Por Paulo César Dutra Santana

Paulo Santana

Da Agência Anhanguera

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A Ponte Preta ficará sabendo, amanhã, se volta ou não para a Copa do Brasil. O julgamento do pedido de anulação da partida com a Aparecidense acontece, a partir das 16h, na sede da OAB/CE, em Fortaleza, onde o tribunal itinerante do STJD está passando e será presidido por um juiz que não acatou pedidos semelhantes do Flamengo, em 2016, e do Palmeiras, no ano passado.

O pedido da Ponte foi acatado em ritmo de urgência para não prejudicar a sequência da competição já que o jogo entre Aparecidense-GO e Bragantino-PA, está marcado para quarta-feira, em Bragança, no Interior do Pará. Se algo mudar, a Ponte terá que adaptar sua programação de trabalho porque a data e local serão mantidos.

O jurídico da Macaca ingressou, na última sexta, com pedido narrando as ocorrências do jogo e afirmando que houve interferência externa. Com imagens da TV e também por meio de testemunhas, a Macaca garante que o delegado da partida Adalberto Grecco ajudou a anulação o gol marcado pela equipe de Campinas, aos 44 do segundo tempo, que lhe daria a vaga.

Na última terça-feira, o presidente do STJD, Paulo César Salomão Filho, acatou o pedido de impugnação e determinou que a CBF não homologasse o resultado. O presidente determinou ainda intimação do clube de Aparecida de Goiânia para que se manifestasse, o que foi feito feito ontem.

Precedentes

O relator do processo será o auditor Ronaldo Botelho Piacente. Quando foi presidente do STJD de 2016 até julho do ano passado, este mesmo juiz negou o pedido de anulação de dois jogos importantes por motivos iguais.

No clássico entre Fluminense e Flamengo, válido pela 30ª rodada do Campeonato Brasileiro de 2016, a TV flagrou um dirigente claramente falando ao árbitro que a TV mostrara que o lance estava irregular.

Em maio do ano passado, ele considerou improcedente o pedido do Palmeiras na final do Campeonato Paulista com o Corinthians.

No caso da Ponte, o delegado se aproxima do bandeira e diz algo ao pé-do-ouvido. Um repórter da Globo teria passado a informação do impedimento ao delegado. Ambos, negam qualquer interferência.

Por conta disso, a Ponte solicitou que “seja anulada a partida e marcada nova data para a realização da mesma, bem como a instauração de processo disciplinar desportivo contra o quarteto de arbitragem e o delegado da partida”. Os árbitros já foram afastados pela CBF. O delegado segue como representante da Federação Goiana.

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Paulo César Dutra Santana