Publicado 27 de Fevereiro de 2019 - 5h30

O plenário do Senado aprovou ontem o nome de Roberto Campos Neto para a presidência do Banco Central. Mais cedo, ele já havia sido sabatinado na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado. Agora, a aprovação será comunicada à Presidência da República, para oficialização.

Campos Neto foi questionado sobre o baixo crescimento do País, mesmo com a Selic no piso histórico. Em resposta, disse que o mais importante para o crescimento é a estabilidade de preços. “Onde se sacrifica inflação por crescimento, a expansão da atividade dura pouco e depois há recessão. Isso é inevitável e aconteceu inclusive aqui no Brasil”. O economista admitiu ainda o alto nível de concentração bancária no Brasil, mas defendeu que as novas tecnologias serão fundamentais para o aumento da concorrência e a redução de juros e do spread bancário. Apesar de reconhecer que o setor bancário no Brasil é concentrado, ele alegou que ainda assim existe competição. “Um sistema mais concentrado, é importante frisar, é também mais sólido”, concluiu. (Estadão Conteúdo)