Publicado 27 de Fevereiro de 2019 - 5h30

A forte chuva que atingiu a região de Campinas entre anteontem e ontem à tarde causou estragos e pontos de alagamentos. Em Campinas, houve pelo menos 11 quedas de árvores, sendo que uma delas causou pânico em uma advogada de 28 anos que passava pela Rua Girassol, na Chácara Primavera. Foram registrados congestionamento em vários pontos, inclusive na Avenida Heitor Penteado, próximo ao Parque Ecológico, logo pela manhã.

Em Hortolândia, duas placas de vidro da fachada de um hotel, na região central, cederam e levou medo a comerciantes e pedestres que passavam pelo local. Em Sumaré, o asfalto cedeu em um trecho da estrada que liga os bairros Jardim Maria Antônia ao Parque Itália e fez uma cratera.

Volume

Em Campinas, a Defesa Civil registrou os maiores índices de chuva das últimas 24 horas (7h de segunda-feira às 7h de ontem). No ponto de captação localizado no Jardim das Bandeiras, foi de 97,2 mm. Na área central, por onde passa o córrego Serafim, 72,6mm e na Vila Vitória, 69.4 mm. Na captação do Rio Atibaia, na manhã de ontem, foram registrados 80.9 mm.

Já o Cepagri, da Unicamp, registrou na base de Barão Geraldo 30,7mm até às 7h de ontem e o vento chegou a 56,3 km/h. Por volta das 9h a chuva deu trégua, mas às 13h o tempo voltou a fechar e foi registrado vento de 86,3 km/h.

“Apesar da chuva forte, o volume de chuva para fevereiro está abaixo da média para o mês, que é de 203mm. Mas, neste ano, o acumulado até agora é maior que o registrado durante todo o mês de 2017, que foi o fevereiro mais seco, com 89mm de chuva”, disse o professor e meteorologista Hilton Silveira Pinto.

Por conta da ventania e da queda de galhos, parte da fiação foi atingida, comprometendo o fornecimento de energia. No Jardim Chapadão, por exemplo, casas, edifícios e comércio ficaram sem energia na hora do almoço ontem.

Quedas de árvore

Ao menos três árvores caíram na manhã de ontem, em Campinas, durante a chuva. Um dos casos mais graves aconteceu na Chácara Primavera quando o carro da advogada Fabiana Ribeiro foi atingido por uma árvore. A jovem estava no veículo, um Fiesta, e acelerava para sair com o carro, que estava parado por conta do congestionamento, quando a árvore despencou. “Fiquei sem ação. Só ouvi um estrondo e de repente os galhos sobre meu carro. Foi um susto muito grande. Graças a Deus só foram danos materiais”, contou Fabiana, que não sofreu ferimentos, mas teve que sair do veículo pela porta do passageiro, já que os galhos “fecharam” a porta do seu lado.

Também foi registrada uma queda de árvore sobre um portão na Rua Marrey Jr., no Jardim Novo Campos Elíseos, e outra de grande porte no muro da Escola Estadual Cristiano Wolkart, no bairro Nova Campinas, próximo ao balão da Sanasa. Também houve queda em escola, no Jardim do Lago, na Rua Artur Leite de Barros Júnior. Um carro que estava estacionado no local foi atingido.

Outro incidente ocorreu no Centro de Treinamento (CT) do Guarani, onde uma árvore caiu e destruiu parte do muro. O CT fica na Avenida Imperatriz Dona Amélia, nas imediações do Brinco de Ouro.

Vidros

Em Hortolândia, dois vidros da fachada do Hotel Plaza, localizado na Rua Zacarias Costa Camargo cederam por ao menos 10 centímetros após a ventania desta segunda-feira à noite. O prédio não foi evacuado, mas a Defesa Civil teve que interditar a rua, já que as placas poderiam despencar e atingir pedestres e motoristas. "Interditamos porque há risco de desabamento da estrutura metálica na rua. A via será liberada após o proprietário executar o reparo no estabelecimento”, disse o secretário de Segurança Pública, Luis Leite de Camargo.

Ao lado do hotel de Hortolândia funciona uma escola particular com aulas voltadas para crianças e adolescentes, mas o funcionamento não precisou ser interrompido. As lojas que ficam anexas à fachada do hotel ficaram fechadas.

Cratera

Em Sumaré, a enxurrada fez com que parte do asfalto da estrada que liga o bairro Maria Antônia ao Parque Itália se rompesse e formasse uma cratera gigante no local. O trecho de uma das faixas de rolamento teve que ter interditado.

Moradores da Vila Diva, região que foi atingida com as chuvas de janeiro, ficaram em estado de alerta, já que o Rio Colombo começava a subir. O clima era de tensão entre a população castigada pelas enchentes.

(Com informações do Estadão Conteúdo)