Publicado 19 de Fevereiro de 2019 - 5h30

Jaguariúna é a primeira cidade do Brasil a receber a Carreta Literária, um projeto do Circuito CPFL, que tem autoria e realização da CEC Brasil Cultura, Esporte e Cidadania. Trata-se de um equipamento móvel que remete a um food truck e procura associar a leitura a uma atividade lúdica. O lançamento do projeto foi ontem e, no total, 500 livros estarão disponíveis para 7 mil alunos de 13 escolas de Ensino Fundamental da rede municipal.

A Escola Municipal Professor Irineu Espedito Ferrari foi a primeira a receber o book truck ontem. Cada escola terá acesso ao acervo da biblioteca por 20 dias. A depender da “fome” pelos livros, os alunos poderão escolher o que ler dentro das classificações: Entrada, Prato Principal e Sobremesa.

O projeto parte do conceito de menu de livros para promover um caráter lúdico à experiência de se aproximar dos livros. A opção de Entrada oferece aperitivos como crônicas e outras leituras breves. A opção Prato Principal sugere obras da literatura clássica e best sellers. Já para a sobremesa, as alternativas mais “doces” da literatura: livros infantis e de poesia.

Kátia Rocha, da CEC Brasil e idealizadora do projeto, diz que o objetivo é realçar a leitura. “A ideia é trazer o livro para o palco. Segundo retratos da leitura no Brasil, temos 44% da população que não lê e 30% que nunca compraram um livro. É um número muito alto”, aponta. Elaine Simões, diretora da escola, afirma que os livros trazem prazer. “Hoje, os alunos estão tão centrados na tecnologia que os livros se tornam meio secundários. O papel da escola é esse resgate. Nos sentimos agradecidos”, define.

Mário Mazzilli, diretor-superintendente do Instituto CPFL, explica que o instituto queria projetos de média e longa duração, por isso instituiu a Carreta Literária. “Cinco cidades vão receber o projeto: Novo Hamburgo (RS), São Carlos (SC), Santa Cruz da Esperança e Americana, ambas em São Paulo. No final de um ano, os livros vão ser doados para a Secretaria de Educação”, concluiu. De acordo com o prefeito Gustavo Reis (MDB), o projeto é pioneiro e inovador. “Uma atitude como essa, em que o hábito da leitura é resgatado, serve para reforçar o compromisso do município com a educação”, diz.