Publicado 08 de Fevereiro de 2019 - 5h30

Com o registro da candidatura a deputado estadual indeferido no final do ano passado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o vereador e ex-prefeito de Sumaré, Dirceu Dalben (PR), depende de uma decisão favorável a recurso impetrado no Supremo Tribunal Federal (STF) e não tomará posse do cargo na Assembleia Legislativa em 15 de março. O TSE fez a retotalização dos votos e esta semana declarou eleito o suplente, o major da PM Mauro Alves dos Santos Júnior (PR), da região de Barretos. Os 79.564 votos recebidos por Dalben foram computados apenas para a legenda.

Com isso, a Região Metropolitana de Campinas, que conseguiu eleger sete deputados estaduais — Rafa Zimbaldi (PSB), Valeria Bolsonaro (PSL), Adriana Borgo (PROS), Bruno Ganen (Podemos), Rogério Nogueira (DEM), Cauê Macris (PSDB) e Dalben (PR) —, perde um representante.

Dalben perdeu o registro com base da Lei da Ficha Limpa, por conta de uma ação de improbidade administrativa movida pela coligação formada pelo PSDB, PTB, DEM e PP. Ele foi condenado à perda da função pública e à suspensão de seus direitos políticos por três anos porque teria, como prefeito da cidade, contratado servidores sem concurso público para desempenhar funções típicas de ocupantes de cargos efetivos.

Essa condenação já havia impedido que assumisse uma cadeira na Câmara Municipal, após ser eleito vereador em 2016. Dalben assumiu o cargo há um ano, por conta de uma liminar conseguida em ação cautelar ajuizada no TSE, em que a defesa alegou que não houve dano ao erário ou enriquecimento ilícito, o que permitiu que aguardasse no cargo o resultado de recursos impetrados. (Maria Teresa Costa/Da Agência Anhanguera)