Publicado 27 de Fevereiro de 2019 - 10h10

Por AFP

Passados 25 anos do violento atentado que destruiu o centro judaico AMIA, a Justiça argentina vai ditar nesta quinta-feira a setença contra os acusados, entre eles o ex-presidente Carlos Menem, de encobrir os autores do pior ataque da história do país.Até agora, não há detidos pelos atentados contra a Associação Mutual Israelita Argentina (AMIA), realizado em 18 de julho de 1994 e que deixou um balanço de 85 mortos e 300 feridos, e contra a embaixada de Israel em 1992, com 29 mortos e 200 feridos.Nesta quinta-feira, será lida a primeira decisão histórica vinculada ao atentado contra a AMIA. Serão ouvidos ante as últimas alegações de Menem e de Hugo Anzorreguy, ex-chefe de Inteligência do Estado.No total, são 13 réus, entre eles o ex-líder da comunidade judaica na década de 1990, Rubén Beraja, apontado como cúmplice de tentar desviar a investigação para uma pista falsa.Os autores do processo são três associações de familiares das vítimas e outros dirigentes comunitários, além do ministério da Justiça e policiais falsamente acusados. O julgamento durou quatro anos.mdu/dm/ap/dga/cn

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