Publicado 27 de Fevereiro de 2019 - 10h52

Por Carlos Rodrigues

Giovanni atribuiu três gols sofridos à casualidade:

Letícia Martins/Guarani Press

Giovanni atribuiu três gols sofridos à casualidade: "Foi um atleta que finalizou errado e a bola sobrou"

O Guarani é vice-líder de seu grupo, tem a quarta melhor campanha geral e hoje estaria garantido nas quartas de final do Campeonato Paulista para enfrentar o Palmeiras, mas jogadores e comissão técnica sabem que alguns ajustes são vitais para que o time não vacile nessa reta final e corra o risco de perder um lugar no mata-mata. Entre as principais preocupações estão o alto número de gols sofridos e a frequência com que o Bugre tem saído atrás no placar e se visto obrigado a ter que reagir.

Após oito rodadas, ataque e defesa possuem números semelhantes, mas o significado deles é bem diferente, afinal os dez gols que a equipe marcou a deixam como a quarta que mais balança as redes no Estadual, atrás de Santos, Red Bull e Ituano. Por outro lado, os dez tentos sofridos fazem do Guarani o sexto clube mais vazado do campeonato, à frente de Botafogo, São Bento, Bragantino, Mirassol e São Caetano, justamente os cinco piores times do torneio.

Embora o Bugre seja a terceira equipe que mais sofra finalizações no campeonato (113), o goleiro Giovanni não vê isso como um problema técnico. "Acho que é um pouco de falta de sorte. Se pegar o primeiro gol do Santos, o do São Caetano e até o do Bragantino na estreia, foi um atleta que finalizou errado e a bola sobrou", justifica. "É difícil falar que foi uma falha de marcação. São detalhes cruciais e a maioria dos gols saiu assim".

Já em relação às vezes em que o time sai atrás no marcador, a cobrança é por mais atenção. Em seis dos oito jogos, o Guarani ficou em desvantagem, mas ainda conseguiu buscar a recuperação em três oportunidades — virou as partidas contra Corinthians e São Caetano e conseguiu um empate nos acréscimos diante do Mirassol. Diante de Bragantino, Oeste e Santos isso não foi possível. Curiosamente, nas únicas vezes em que marcou primeiro — nas vitórias sobre São Paulo e Botafogo —, o Alviverde não sofreu gols.

"Já clareou muito o que a gente almeja. E se hoje queremos nos classificar, chegar num final de Campeonato Paulista, não tem que medir esforços", ressalta Giovanni. "Já tivemos tempo suficiente para ver onde a gente consegue acertar os detalhes para surpreender os adversários. Já tivemos erros de início de tempo e agora só temos a crescer durante a competição. Com amadurecimento, você já sabe os detalhes que a partida vai te proporcionar e, com obediência tática, consegue desenvolver em circunstâncias adversas".

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Carlos Rodrigues