Publicado 23 de Fevereiro de 2019 - 10h11

Por Daniel de Camargo/AAN

Pequenas e médias empresas apostaram R$ 14,7 mi em 4 anos

Leandro Ferreira/AAN

Pequenas e médias empresas apostaram R$ 14,7 mi em 4 anos

As pequenas e médias empresas da Região Metropolitana de Campinas (RMC) investiram R$ 14,7 milhões em projetos inovadores nos últimos quatro anos. O montante foi financiado junto a Agência de Desenvolvimento Paulista (Desenvolve-SP) por empreendedores de Campinas, Santa Bárbara d’Oeste, Valinhos e Vinhedo. A liderança do ranking pertence à Região Metropolitana de São Paulo que, no mesmo período, empregou R$ 105,8 milhões. Em seguida aparecem as regiões de Ribeirão Preto, Sorocaba, São José do Rio Preto e Vale do Paraíba, que financiariam R$ 13,1 milhões, R$ 9,9 milhões, R$ 7,7 milhões e R$ 7 milhões, respectivamente.

Rafael Bergamaschi, gerente de negócios da Desenvolve-SP, aponta que a RMC é 6 região metropolitana mais rica do Brasil. “Ao inovar, as pequenas empresas se tornam mais competitivas e preparadas para enfrentar os desafios do mercado, pois passam a oferecer melhores produtos, a produzir de forma mais eficiente, reduzir custos e a otimizar lucros” , disse.

O executivo considera ainda que, apesar da RMC congregar gigantes da tecnologia como 3M e Bosch, as startups e PMEs locais estão cada vez mais inseridas no mercado global. Entre os exemplos, Bergamaschi destaca a Expertia Tecnologia, situada na Vila Brandina. A pequena empresa lançou um software de gestão de reservas de hotéis.

“É uma ferramenta que otimiza todas as etapas do processo de reserva e operação de hotéis, além de permitir a integração entre canais de vendas on-line e off-line, melhorando a gestão e a qualidade do atendimento aos clientes”, explica José Roberto Mesquita Filho, sócio-gerente da Expertia, sobre sua inovação.

Outro exemplo é a Biocam, empresa situada no São Bernardo, também em Campinas, referência no desenvolvimento de equipamentos hospitalares inovadores. A firma lançou um painel inteligente - batizado de Konek - que, quando instalado na cabeceira dos leitos hospitalares, fornece informações essenciais de controle e monitoramento de pacientes, como pressão arterial, consumo de gases medicinais, temperatura crítica, sensor de queda, entre outros.

“Utilizamos os recursos obtidos para elaborar um design adaptável aos ambientes hospitalares e também para uma versão inteligente, com sensores de Internet das coisas (IoT) para transmitir dados do paciente em tempo real, permitindo uma melhor gestão dos prontuários médicos aos profissionais de saúde” , explica o gestor Rogério Ulbrich.

 

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